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Vertigens: evitar o turbilhão

31 janeiro 2013
Vertigens

31 janeiro 2013

As ilusões de movimento, por vezes acompanhadas de vómitos, podem ser sintoma de um problema no sistema de equilíbrio situado no ouvido. Exercícios simples em casa ajudam a ultrapassar o mal-estar. 

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Sente com frequência tonturas, desequilíbrio, instabilidade, sensação de cabeça vazia ou a andar à roda? Nesse caso, é possível que sofra de síndroma vertiginosa.

As vertigens periféricas, entre as quais, as paroxísticas posicionais benignas, são as mais frequentes e resultam de uma disfunção no sistema vestibular (situado no ouvido interno). Quando este falha, ou seja, quando o cérebro recebe a informação de que estamos em movimento apesar de estarmos imóveis, surgem as vertigens.

As vertigens são mais comuns em mulheres entre os 50 e os 70 anos, mas nem sempre se consegue identificar a origem. Um traumatismo craniano, movimentos rápidos dos olhos, infeções virais ou complicações de uma cirurgia ao ouvido são causas possíveis.

Regra geral, os episódios são desencadeados por determinados movimentos com a cabeça ou com o pescoço, ou por certas posições, como esticar a cabeça para olhar para cima ou deitar-se com uma orelha encostada à almofada. Duram segundos.

As vertigens causam uma sensação de movimento, como se o paciente ou o ambiente andasse à roda. As crises são repentinas e de curta  duração. Muitas vezes, repetem-se, com semanas, meses ou anos de intervalo. Fazem-se acompanhar de suores frios, palidez, náuseas e vómitos. Também podem causar zumbido ou sensação de ouvido obstruído, entre outros.

Em regra, estas vertigens desaparecem sem tratamento, ao fim de dias ou semanas. Não há provas dos efeitos benéficos da medicação a longo prazo. A maioria dos doentes melhora com exercícios que “ensinam” o sistema vestibular a interpretar os sinais e a manter o equilíbrio. 


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