Dicas

Problemas nos tendões: dicas para prevenir e tratar

11 agosto 2017
Tendinopatias

A maioria das lesões passa com gelo, repouso e analgésicos. Se estas não melhorarem em algumas semanas ou se interferirem nas atividades diárias, marque consulta.

As opções do médico

Muitas vezes, o problema resolve-se aplicando gelo nas primeiras 24 a 48 horas: 20 a 30 minutos, quatro a seis vezes por dia. Repouso e anti-inflamatórios para aliviar a dor, caso do ibuprofeno, completam o tratamento. O desportista deve ainda reduzir ou parar a atividade que levou à lesão, mas sem imobilização total. Se a queixa não ficar resolvida em algumas semanas ou se as dores forem intensas e interferirem nas atividades diárias, o melhor é ir ao médico. Pode ser um clínico geral ou fisiatra.

A descrição da situação que levou ao problema, os sintomas e a observação e palpação da zona afetada podem ser suficientes para o médico traçar o diagnóstico. Se a lesão não se resolver com repouso, gelo e analgésicos, o médico pode aconselhar ainda fisioterapia (duas a três sessões semanais durante seis semanas, por exemplo). Não só se destina a tratar como a promover a formação de colagénio novo. Existem várias técnicas, como ultrassons, massagem e laser. Mas faltam evidências científicas para sustentar o seu uso na tendinopatia. A terapia com ondas de choque extracorporais na zona dolorosa é também controversa, exceto na presença de calcificações, para as quais já deu provas de eficácia.

Se o doente não melhorar, o médico pode aconselhar exames para excluir outras patologias, como fissura, rotura de ligamentos ou problema degenerativo. Pode pedir um raio X, uma ecografia e/ou uma ressonância magnética. Os dois últimos exames são os mais adequados para avaliar lesões nos tendões e nos tecidos moles circundantes. No caso de tendinopatia do patelar (joelho), do tendão de Aquiles e do cotovelo do tenista, o uso de ortóteses ou de bandas elásticas para corrigir a posição do joelho pode ser útil, uma vez que estas diminuem a carga exercida sobre a lesão. 

As injeções de corticosteroides, também denominadas infiltrações, recomendam-se apenas quando as restantes terapias se revelam ineficazes. Ajudam a reduzir a dor no curto prazo, nomeadamente na tendinopatia do ombro, mas existe alguma discussão quanto ao seu uso e segurança. As infiltrações são mesmo desaconselhadas na tendinopatia do tendão de Aquiles, pois aumentam o risco de rotura. Em situações mais graves, pode ser necessário recorrer a uma cirurgia por laparoscopia, mas esta não consegue resolver 20 a 30% dos casos.