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Varíola dos macacos: o que é e como se transmite?

Há vários casos confirmados de infeção por vírus Monkeypox (varíola dos macacos) em Portugal, uma doença rara endémica de algumas zonas de África. Saiba quais os sintomas, como se transmite e qual o tratamento.

23 maio 2022
analista em laboratório a analisar amostras de sangue

iStock

Há vários casos confirmados de infeção humana pelo vírus Monkeypox (varíola dos macacos) em Portugal. Esta é a primeira vez que o vírus é identificado no País, mas ainda não se sabe qual a sua origem.

A confirmação dos casos em Portugal surge apenas alguns dias depois de a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês) ter confirmado o primeiro caso na região, a 7 de maio. Uma semana depois, a 14 de maio, o Reino Unido viria a reportar mais dois casos de pessoas residentes na mesma casa, mas sem registo de viagens recentes ou contacto com o primeiro caso reportado. Em Espanha, as autoridades de saúde também já comunicaram a existência de vários casos confirmados e suspeitos.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), os casos reportados em Portugal até agora são, na maioria, jovens, do sexo masculino, e encontram-se "estáveis e em ambulatório".

Em comunicado, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) revela que, além de Portugal, Reino Unido e Espanha, há já casos confirmados também na Bélgica, França, Itália, Suécia, Canadá, EUA e Austrália, e afirma que "os casos suspeitos devem ser isolados, testados e notificados imediatamente”. O ECDC pede ainda às organizações de saúde pública dos países com casos já confirmados que tomem medidas para consciencializar a população para a potencial disseminação da doença.

O que é o vírus da varíola dos macacos e como se transmite?

O vírus da varíola dos macacos (Monkeypox) é um vírus do género Orthopoxvirus. Trata-se de uma zoonose, por ser transmitida através do contacto com animais. A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre humanos. No entanto, a transmissão pode ocorrer pelo contacto com animais ou pelo contacto próximo com pessoas infetadas ou objetos contaminados (toalhas ou lençóis, por exemplo). A transmissão entre seres humanos ocorre principalmente através de grandes gotículas respiratórias, mas, uma vez que estas não conseguem viajar muito longe, é necessário um contacto cara a cara prolongado para que a transmissão ocorra. O vírus pode ainda entrar no organismo humano através do contacto com lesões cutâneas ou fluidos corporais.

O período de incubação (intervalo entre a infeção e o início dos sintomas) é normalmente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Quais os sintomas da doença?

Os sintomas incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, dores nas costas, gânglios linfáticos inchados, calafrios e cansaço. Tipicamente, os infetados desenvolvem lesões ulcerativas e erupções cutâneas que começam no rosto e depois se alastram a outras partes do corpo, incluindo os genitais.

As erupções cutâneas provocadas por este vírus podem ser confundidas com varicela, uma vez que começam como borbulhas que se transformam em pequenas bolhas com líquido. Estas bolhas acabam por formar crostas que mais tarde caem. Quando as crostas caem, a pessoa já não é infeciosa.

 
Erupção cutânea provocada pelo vírus Monkeypox (Crédito: artigo científico "Human monkeypox: an emerging zoonosisigure capture", publicado em janeiro de 2004, na revista The Lancet – Infectious Diseases.)

Como se trata a doença?

As pessoas com sintomas suspeitos devem abster-se de contactos físicos diretos e procurar aconselhamento clínico de imediato. A abordagem clínica não requer um tratamento específico para este vírus, já que a doença habitualmente é autolimitada e acaba por desaparecer depois de algumas semanas. Nos casos mais severos, contudo, pode ser necessário recorrer a um tratamento com antivirais.

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