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Uso medicinal da canábis com eficácia por provar

Riscos a ter em conta

Os estudos referem que a utilização da planta acarreta, a longo prazo, problemas de dependência e pode induzir esquizofrenia em quem tem predisposição para esta doença mental. Pode igualmente afetar a memória e diminuir a coordenação motora, aumentando também o risco de sintomas de bronquite crónica e de idealização suicida. A curto prazo, pode originar euforia, alucinações, paranoia, crises psicóticas (perda de contacto com a realidade).

O uso continuado de canábis é particularmente preocupante na adolescência, uma vez que o tetrahidrocanabinol (THC) afeta o desenvolvimento cerebral, podendo resultar em alterações no cérebro que prejudicam o desempenho escolar, profissional e social.

Portugal foi pioneiro na descriminalização do consumo de estupefacientes, na qual se inclui a canábis. O uso de canábis não é crime desde 2000, embora seja ilegal. Isto significa que o consumo e posse, até determinada quantidade, são considerados uma contraordenação e podem ser punidos com multa. Já o cultivo para consumo e o tráfico são crime.