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Uso medicinal da canábis com eficácia por provar

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A hipótese de legalizar o uso da canábis para fins medicinais relança a discussão. Mas a evidência científica diz que ainda são necessários mais estudos que atestem a eficácia e segurança.

12 abril 2018
canabis

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A Cannabis sativa (nome científico da espécie mais utilizada) é a substância ilícita mais cultivada, consumida e traficada em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Conhecem-se mais de 500 substâncias desta planta originária da Ásia Central, entre as quais os canabinoides. Destes, o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD) são os mais estudados. O primeiro tem efeitos psicotrópicos, ou seja, atua no sistema nervoso central, podendo afetar as funções cognitivas e os comportamentos. Já o segundo não causa efeitos psicoativos.

Estas substâncias são parecidas com algumas existentes no organismo humano (os endocanabinoides), que estão envolvidas em diversas funções fisiológicas, nomeadamente na modulação da dor, no controlo do movimento e na adaptabilidade natural do cérebro (plasticidade). Intervêm ainda em vários processos metabólicos, imunitários e inflamatórios, possuindo um provável papel no controlo do crescimento das células tumorais.

Os componentes da Cannabis sativa, provavelmente, imitam os efeitos dos endocanabinoides, daí o interesse da ciência em saber se podem tratar ou aliviar doenças. Depois das propostas que chegaram em janeiro à Assembleia da República para a legalização da canábis para fins medicinais terem relançado a discussão sobre o tema, fazemos o ponto da situação sobre a evidência científica quanto à sua eficácia e segurança.


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