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Testes rápidos de VIH e hepatites B e C facilitam diagnóstico

Os testes rápidos de rastreio de infeções por VIH ou hepatites B e C vendem-se nas farmácias, sem prescrição médica, e podem ser feitos em casa. Não aconselhamos a compra online. 

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Filipa Nunes
09 outubro 2019
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Filipa Nunes
rastreio farmacia

iStock

Uma picada  no dedo e sangue colocado numa tira reagente: em minutos e, se quiser, em casa, é indicado um resultado. Os testes de autodiagnóstico de rastreio da infeção por VIH e hepatites B (VHB) e C (VHC) começaram a ser vendidos nas farmácias, desde o início de outubro. Um ano antes, a lei definiu as condições para o diagnóstico ao VIH e hepatites B (VHB) e C (VHC) com o teste rápido (teste point of care) nas farmácias e nos laboratórios de análises clínicas, sem prescrição médica prévia. 

A opção de autoteste, que normalmente tem um custo associado na farmácia, veio juntar-se às outras formas de diagnóstico, algumas gratuitas. É o caso dos centros de saúde, hospitais ou organizações de base comunitária. O teste realizado de forma autónoma permite tornar o diagnóstico mais precoce e complementar ao realizado noutros locais. 

Rastreio ao VIH, VHB e VHC cada vez mais alargado

Na origem da medida de dispensa de testes rápidos sem prescrição em farmácias e laboratórios esteve o caráter de proximidade que esses locais têm com os utentes e que lhes permite dar um importante contributo no diagnóstico e orientação para as respostas especializadas do Serviço Nacional de Saúde. 

Em Espanha, foi desenvolvido, em três regiões, um projeto-piloto de disponibilização em farmácias comunitárias de teste rápido para deteção da infeção por VIH, com resultados muito positivos. Verificou-se que 10 % dos novos diagnósticos foram realizados a partir das farmácias.

A disponibilidade de testes rápidos para a infeção por VIH, VHC e VHB é ainda mais decisiva em zonas geográficas com maior prevalência destas infeções ou onde existam limitações no acesso a outras estruturas de saúde.

A aplicação da medida é da responsabilidade do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. As normas devem salvaguardar a confidencialidade e a privacidade dos utentes, assim como a prestação de informação apropriada por profissionais de saúde. O processo de referenciação das farmácias e dos laboratórios para os serviços hospitalares é desenvolvido pelos SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Na Europa, estima-se que 15% das pessoas com VIH não estejam diagnosticadas, ou seja, cerca de 1 em cada 7 não sabe que está infetada. Em Portugal, prevê-se que o valor seja inferior a 10 por cento. Também na Europa, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 13 milhões de pessoas tenham hepatite B e mais de 15 milhões tenham hepatite C.