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Suicídio: entrevista a José Carlos Santos, da Associação Portuguesa de Suicidologia

06 janeiro 2012 Arquivado

06 janeiro 2012 Arquivado

O suicídio é uma decisão permanente para problemas transitórios. O apoio da família e amigos e a ajuda profissional são a chave para voltar a ver o mundo com cores vivas.

Intervenção da Sociedade Portuguesa de Suicidologia

Quais os vetores de intervenção da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, a que preside?
Ao nível dos estatutos, a SPS tem como fins a contribuição para o estudo e investigação, prestação de cuidados, formação, cooperação e organização de ações que visem a área da suicidologia. Tendo como alvo a prevenção de comportamentos da esfera suicidária, procura formar e intervir no sentido de definir políticas e melhores cuidados, alicerçados num conhecimento científico e, sempre que possível, numa prática baseada na evidência. Dá, por isso, especial atenção à investigação.

Como exemplo, destaco o mais recente protocolo celebrado com a Direção-Geral dos Serviços Prisionais, para a assessoria na implementação de medidas preventivas de suicídio nas prisões, através da formação e investigação, e a criação de grupos de discussão e aprofundamento para a prevenção junto dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros) e a adesão terapêutica em doentes esquizofrénicos.

Em março de 2012, terá lugar o simpósio anual, em Viseu, subordinado ao tema “Comunidade e Suicídio”. Em setembro, assinala-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, em Odemira. Para 2013, temos o projeto de um novo livro sobre comportamentos suicidários em Portugal. Contamos ainda com o sítio na Internet, onde damos informações sobre como lidar com este tipo de comportamentos.