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Suicídio: entrevista a José Carlos Santos, da Associação Portuguesa de Suicidologia

06 janeiro 2012 Arquivado

06 janeiro 2012 Arquivado

O suicídio é uma decisão permanente para problemas transitórios. O apoio da família e amigos e a ajuda profissional são a chave para voltar a ver o mundo com cores vivas.

Apoio da família e amigos

Qual o papel da família e amigos na prevenção e no apoio a quem evidencia tendências suicidas?
A rede de suporte familiar e social é muito importante. Proximidade é a palavra-chave. Estar atento e mostrar disponibilidade, empatia e solidariedade pode ser determinante. A família e os amigos ajudam a encontrar soluções para problemas que a pessoa encara como intermináveis, inevitáveis e intoleráveis. Podem ainda mostrar que o suicídio é uma solução definitiva para problemas quase sempre transitórios. No caso de ideação suicida marcada, com plano para cometer o ato, devem encorajar um pedido de ajuda especializada e acompanhar na tomada de decisão e adesão terapêutica. Independentemente de ligeiras melhoras numa fase inicial, não quer dizer que a situação esteja ultrapassada, devendo, por isso, ser mantida alguma proximidade e atenção. Os interessados podem recorrer ao sítio na Internet da Sociedade Portuguesa de Suicidologia para encontrarem respostas e saberem como atuar.