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Saúde dos portugueses: mais de metade da população abaixo do valor de referência

17 novembro 2015

17 novembro 2015

Nos últimos 20 anos, a saúde dos portugueses melhorou em 98% dos municípios. Mas mais de metade da população está abaixo da média nacional e ainda existem muitas desigualdades geográficas.

Para saber se os portugueses estão de boa saúde é preciso olhar para o Índice de Saúde da População. Esta unidade de medida tem em conta o acesso a cuidados médicos, o estilo de vida, a mortalidade, os aspetos socioeconómicos (desemprego, índice de pobreza, igualdade social, por exemplo) e meio ambiente, entre outros critérios. Coimbra e Entroncamento, por exemplo, alcançaram um Índice de Saúde da População muito acima da média. Amadora e Porto são exemplos dos que apresentam piores resultados. Veja qual o desempenho do seu município.

A capacidade de resposta dos municípios para a resolução dos problemas sociais económicos e ambientais deve ser tida em conta quando se observa a saúde da população. O Índice de Saúde da População é monitorizado pelo projeto GeoHealthS - Geografia do Estado de Saúde, coordenado pelo Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra e cofinanciado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE).

Este índice estudou os portugueses de 1991 a 2011 e através dele sabemos que somos mais saudáveis do que há duas décadas, mas mais de metade dos municípios ainda não alcança o valor de referência em saúde. Este corresponde ao valor da média do desempenho dos municípios de Portugal Continental avaliados em 2011 (último ano analisado). Em 20 anos, a mortalidade baixou, os aspetos socioeconómicos melhoraram, pois o nível de escolaridade aumentou e há menos analfabetismo, e as condições do meio, como a habitação e o saneamento básico, também evoluíram favoravelmente. A capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde cresceu.

Mas no mesmo espaço de tempo, o estilo de vida tornou-se menos saudável: o consumo de álcool aumentou, assim como o número de pessoas com excesso de peso e obesidade. Certas doenças tornaram-se mais frequentes, como a tuberculose. Também há mais bebés a nascerem com baixo peso.