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Sarampo: o que é, como se transmite e como prevenir

05 maio 2020 Arquivado
criança com sarampo e com termómetro

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A vacina é a principal medida de prevenção contra a doença, faz parte do Programa Nacional de Vacinação e é gratuita.

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O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas e, nalguns casos, pode ser grave ou mesmo fatal. A vacina é a principal medida de prevenção contra a doença, é gratuita, chama-se VASPR e também protege contra a papeira e a rubéola. A primeira dose é administrada aos 12 meses e a segunda aos 5 anos. A cobertura vacinal para a primeira dose é de 98% e, para a segunda, varia entre 96% e 98 por cento, de acordo com os últimos dados disponíveis.

Em 2016, o sarampo tinha sido declarado como eliminado de Portugal, pela Organização Mundial da Saúde, mas o País ficou em risco devido à existência de surtos em alguns países europeus com comunidades não vacinadas e ao aumento de circulação de pessoas. Surgiram surtos no nosso País em 2017 e em 2018. 

Em 2018, 93% das situações detetadas foram associadas a casos importados de outros países. Um elevado número de profissionais de saúde contraíram a infeção apesar de vacinados, mas isso deveu-se ao facto de estarem em contacto com doentes com sarampo durante longos períodos de tempo.

Prevenir, detetar a doença precocemente e reagir rápido em caso de suspeita é  muito importante. Além disso, há comunidades não vacinadas. É preciso desmistificar alguns mitos sobre vacinas.

nosso dossiê sobre o Programa Nacional de Vacinação explica tudo. Optar pela vacinação é uma decisão individual com peso na sociedade. Vacinar a maioria da população cria imunidade de grupo: caso surja uma infeção, é mais difícil transmiti-la. Tal permite eliminar ou, pelo menos, controlar doenças. Quando poucos estão imunizados (vacinados), as doenças contagiosas espalham-se facilmente pela população.

Como se transmite o sarampo

O sarampo transmite-se por via aérea, tossindo, por exemplo. 

Tudo começa com febre (igual ou superior a 38 ºC), conjuntivite, nariz a pingar e tosse. A seguir, chegam uns pequenos pontos brancos na boca (manchas de Koplik), normalmente um a dois dias antes de o corpo ficar cheio de borbulhas ou, como dizem os médicos, de exantema maculopapular. Primeiro no rosto, depois o tronco e, por último nas pernas. As borbulhas duram quatro a sete dias e, na fase final, a pele descama. A doença nos adultos, habitualmente, é mais grave do que nas crianças.

O período de incubação normalmente dura 10 a 12 dias, mas pode variar entre 7 e 21 dias. O sarampo é contagioso quatro dias antes de surgirem as borbulhas no corpo e até quatro dias depois. 

O tratamento consiste em manter o doente confortável e em aliviar os sintomas até desaparecerem.

Complicações do sarampo

Segundo a norma clínica emitida pela Direção-Geral da Saúde, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, bronquite, convulsões febris e encefalite.
Uma complicação muito rara, que pode ocorrer anos depois da doença aguda, é a panencefalite esclerosante subaguda (um em cem mil casos), que resulta de uma infeção cerebral de longa duração causada pelo vírus do sarampo. Esta doença pode ser mortal.

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