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Restaurantes: as novas orientações para as refeições fora de casa

Higienizar as mãos, manter a distância social, cumprir a etiqueta respiratória e muito mais. Comer fora não vai ser o que era. O comportamento aprendido com o surto do novo coronavírus é só o ponto de partida. 

  • Dossiê técnico
  • Dulce Ricardo e Sofia Mendonça
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
14 maio 2020
  • Dossiê técnico
  • Dulce Ricardo e Sofia Mendonça
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
pessoas na esplanada de restaurante a serem atendidas por funcionária com viseira e máscara

iStock

"Pode, por favor, trazer a ementa?" é um pedido ao qual, dentro de poucos dias, quando os restaurantes abrirem novamente as portas, qualquer empregado de mesa não vai poder atender. As ementas individuais, que vão ser substituídas por placas manuscritas ou de uso único, pertencerão ao passado. A 18 de maio, já vai ser possível almoçar ou jantar fora. Mas nada vai ser como dantes. Clientes, empresas e empregados de mesa vão ter de se adaptar a toda uma nova forma de estar num restaurante ou numa esplanada. Para travar o contágio da covid-19, a Direção-Geral da Saúde emitiu recomendações para os estabelecimentos de restauração e de bebidas. Cabe a cada um cumprir a sua parte para travar o contágio pelo novo coronavírus.

Só para clientes distanciados

As orientações a respeitar pelos clientes nos espaços de restauração não diferem muito daquelas que têm vindo a ser postas em prática, desde que a covid-19 entrou nas nossas vidas. Existem, contudo, mais requisitos a pôr em prática e algumas particularidades.

  • Reserve a mesa, de preferência. Propomos que, nessa altura, deixe já o prato pedido. Pode consultar antecipadamente a ementa no site do restaurante, quando disponível, e anotar o prato que deseja. Depois, basta transmiti-lo ao empregado quando telefonar para fazer a reserva. 
  • Higienize as mãos com uma solução à base de álcool, ou com água e sabão, à entrada, mas também à saída do estabelecimento. Antes do início da refeição, é preferível lavar as mãos com água e sabão.
  • Recomendamos que considere utilizar máscara até se sentar à mesa.
  • Verifique se o empregado usa máscara. Se este não a tiver, chame a atenção para o facto. Se o seu pedido for ignorado, pode fazer uma reclamação, preferencialmente através do livro de reclamações eletrónico, respeitando as medidas de higiene. A reclamação será depois apreciada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.
  • A distância entre os clientes é, no mínimo, de dois metros, a não ser que vivam sob o mesmo teto.
  • Cumpra as medidas de etiqueta respiratória: tape o nariz e boca quando espirrar ou tossir e faça-o na direção de um lenço de papel ou do antebraço; deite o lenço de papel no lixo e lave as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.
  • Prefira, sempre que possível, espaços exteriores, como as esplanadas. 
  • Certifique-se de que os pratos, copos, talheres e outros utensílios só são colocados na sua presença.
  • Evite o contacto com superfícies e objetos desnecessários.
  • Se preferir, opte pelo take-away.
  • A utilização de máscara, quando recorre aos serviços de take-away no interior dos estabelecimentos, deve ser ponderada, seguindo as recomendações da Direção-Geral da Saúde.
  • Prefira pagar a conta com cartões contactless, ou seja, que dispensam o contacto físico entre o colaborador e o cliente.

Restaurantes a meio gás

Os restaurantes têm a sua quota-parte de responsabilidade para que o cumprimento da legislação já em vigor chegue a bom porto. 

  • Devem reduzir a capacidade máxima do estabelecimento, tanto no interior, como na esplanada, para ser possível o distanciamento físico de dois metros recomendado entre os clientes. A capacidade do estabelecimento deve estar afixada num documento visível ao público.
  • Placas manuscritas ou digitais, ou ementas individuais de uso único (seladas ou impressas nas toalhas de mesa descartáveis) ou plastificadas e desinfetadas após cada utilização, devem substituir as ementas individuais, para evitar a manipulação pelos clientes.
  • Privilegiar a ocupação das esplanadas e o serviço take-away.
  • As cadeiras e as mesas devem estar dispostas de modo a garantir a exigida distância de segurança de, pelo menos, dois metros entre os clientes. A disposição em diagonal pode facilitar este propósito.
  • Os clientes que vivam juntos podem sentar-se frente a frente, ou lado a lado, a uma distância inferior a dois metros. Caso seja necessário alterar a orientação das mesas e das cadeiras, devem ser os empregados do estabelecimento a fazê-lo.
  • A reserva de lugares pelos clientes deve ser incentivada, fazendo sentido que a ementa esteja online e que o pedido do prato se realize na mesma altura.
  • Os lugares em pé são desaconselhados, pela dificuldade que levantam em garantir a distância entre as pessoas, bem como os buffets e os dispensadores de alimentos que impliquem contacto físico.
  • Devem colocar dispensadores de solução à base de álcool perto da entrada do estabelecimento e noutros locais.
  • As instalações sanitárias devem possibilitar a lavagem das mãos com água e sabão e a respetiva secagem com toalhas de papel de uso único. As torneiras devem ser, se possível, automáticas. Os secadores com jatos de ar não são recomendados. Os lavatórios devem estar acessíveis, sem ser preciso manipular puxadores de portas.

 

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