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Purificadores de ar filtram os vírus?

A procura por purificadores de ar é mais uma tentativa de combate à pandemia da covid-19. A convicção é de que melhoram a qualidade do ar e assim impedem a propagação dos vírus.

  • Dossiê técnico
  • Sílvia Menezes
  • Texto
  • Cláudia Sofia Santos
01 março 2021
  • Dossiê técnico
  • Sílvia Menezes
  • Texto
  • Cláudia Sofia Santos
Purificador de ar no combate contra o covid-19

iStock

Os purificadores de ar que estão disponíveis no mercado são, em geral, compostos por ventiladores e dispositivos de filtragem. Os ventiladores sugam o ar da divisão onde se encontram e o sistema de limpeza filtra vários poluentes. Depois libertam o ar filtrado. No entanto, esta filtragem de ar está longe de ser eficaz para todos os poluentes. Além disso, a capacidade de tratamento do ar varia muito de modelo para modelo: se há alguns que conseguem elevada sucção do ar, outros há que se limitam ao ar que circula próximo do aparelho.

Independentemente do modelo, um purificador de ar não mata os vírus ou outros microorganismos patogénicos. Ou seja, um purificador de ar pode capturar tecnicamente uma porção de partículas do tamanho de vírus que sejam transportados pelo ar, impedindo-os de se multiplicarem e de permanecem ativos por muito tempo. Mas nenhum purificador de ar pode proteger completamente de um vírus.

Enquanto os cientistas ainda lutam para perceber como o novo coronavírus se propaga, o consenso atual é de que não é um vírus transmitido pelo ar e essa é a posição da maioria das entidades de saúde mundiais. Em vez disso, os especialistas acreditam que o novo coronavírus é transmitido por contacto pessoa a pessoa e por contacto com superfícies contaminadas por gotículas carregadas de vírus expelidas pela tosse ou espirro de pessoas infetadas, podendo essas gotículas permanecer no ar até uma distância de 2 metros. Esse é um dos motivos pelo que se recomenda o distanciamento social e o reforço da lavagem das mãos e da desinfeção de espaços e superfícies como principal meio de proteção.

Esta é também a razão pela qual os purificadores de ar não devem ser considerados uma primeira linha de defesa contra o vírus que causa a covid-19, até porque não têm qualquer capacidade de remover o vírus de eventuais superfícies contaminadas.

A principal recomendação dos especialistas é ficar em casa. Uma boa ventilação natural (abertura de janelas para deixar entrar o ar e o sol) vai desempenhar um papel importante na minimização da propagação do vírus e no apoio ao bem-estar geral. Mais do que simplesmente ligar o seu purificador de ar à corrente. Contudo, todas as outras medidas também devem ser levadas em conta.  

Siga as recomendações: fique em casa, lave as mãos com frequência por cerca de 20 segundos, desinfete bem as superfícies onde se toca com mais frequência e reforce a limpeza de espaços. Um purificador de ar não o irá prejudicar, mas o mais provável é que lhe dê uma falsa sensação de segurança.

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