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Portugueses dizem que passaram a dormir pior com a pandemia

Ainda ao sabor incerto da evolução da covid-19 e das suas variantes, as noites são agitadas para 55% dos portugueses. O descanso noturno agravou-se e ainda não regressou aos níveis pré-pandémicos. 

  • Dossiê técnico
  • Bruno Carvalho
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
26 julho 2021 Exclusivo
  • Dossiê técnico
  • Bruno Carvalho
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
Sono e alimentação

iStock

Recorda-se das suas noites antes de o mundo ter entrado em “modo coronavírus”? E durante os dois confinamentos, as horas de sono sofreram alguma alteração? E neste momento? O nosso inquérito sobre a qualidade do sono girou em torno destas questões. Direcionámos as respostas dos 940 inquiridos do nosso estudo, de junho último, para o modo como a pandemia tem influenciado a qualidade do sono em quatro momentos: antes da pandemia, durante os dois confinamentos e nos dias que correm.

Dado mais revelador do inquérito: a percentagem de pessoas que atualmente assumem dormir mal duplicou, comparativamente àquelas que recordam ter passado pelo mesmo antes da pandemia. Uma manifestação que não se refletiu no avolumar de medicação para amenizar as insónias. Os números que retratam as pessoas que dormem bem na maioria das noites, ou em todas, ainda não recuaram para os registados antes de o SARS-CoV-2 mudar as rotinas dos portugueses. A margem daqueles que dormem sem sobressaltos encolheu de 71% para 55% nesse lapso temporal.

Como dormia antes da pandemia (até fevereiro de 2020)

 

O sono durante o primeiro confinamento (março a junho de 2020)

 

Como dormiu durante o segundo confinamento (janeiro a abril de 2020)

 

Como dorme atualmente?

 

O sexo feminino deixou-se tocar mais pela conjuntura pandémica. No primeiro confinamento, registou-se a quebra mais significativa na qualidade de sono. Antes da pandemia, 69% das inquiridas afirmaram dormir bem a maioria das noites. No primeiro confinamento, a percentagem caiu para 45 por cento.

Mas as diferenças não residem só na qualidade do repouso. Mais de 60% das mulheres sentem a saúde mental abalada. A perceção masculina difere: quase 60% negam que a covid-19 tenha determinado o seu bem-estar. Uma percentagem mínima (6%) admite ter recorrido a um psiquiatra, a um psicólogo ou a uma linha de apoio do Serviço Nacional de Saúde.

Impacto da pandemia na saúde mental

 

Consumo de alimentos processados aumentou 

Espelho, por vezes, de desequilíbrio emocional, a alimentação desregrada acentuou-se desde o início da pandemia. Há uma certa justaposição entre os inquiridos que admitiram ter aumentado de peso e aqueles que reconhecem a influência dos constrangimentos da covid-19 na saúde mental. Novamente, são sobretudo as mulheres a declararem centímetros extra na cintura, num cruzamento provável entre inatividade física e ingestão mais assídua de alimentos calóricos e processados, como fast-food, refeições pré-preparadas, doces, aperitivos e snacks. Responderam afirmativamente à pergunta "Ganhou peso durante a pandemia?" 61% das mulheres, contra 55% dos homens.

O consumo de alimentos açucarados, como bolos e bolachas, e de aperitivos aumentou 28%, enquanto a tentação de comer batatas fritas, pipocas e frutos secos aumentou 21 por cento. Mas cerca de 41% dos inquiridos não dá a batalha por vencida e pretende fazer dieta, uns sem ajuda profissional (31%) e outros com a ajuda de um nutricionista ou de um personal trainer (10 por cento).

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