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Portugueses consomem menos cigarros normais

19 junho 2017
consumo de tabaco

19 junho 2017
O aumento do preço, as imagens nos maços ou preferência por alternativas aos cigarros tradicionais podem ser a causa da queda no consumo.
Os dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) revelam um decréscimo de 34% na compra de cigarros convencionais nos primeiros meses deste ano, comparando com o mesmo período do ano anterior. Ao nível europeu e nacional têm sido feitos vários esforços para desincentivar o hábito de fumar, mas não se consegue concluir se este decréscimo no consumo de cigarros está relacionado com as imagens chocantes nos maços, com o aumento do preço ou com a mudança de hábito para alternativas aos cigarros tradicionais.

A compra de cigarrilhas e de tabaco de corte fino (para tabaco de enrolar) também diminuiu. O aumento deu-se na venda de charutos (mais 23,6%) e tabaco para cachimbo de água (a conhecida shisha, com um aumento de 27,4%).

Se quer ajuda no plano para deixar de fumar, veja o nosso dossiê.

Fuma-se menos

Além dos dados da AT, o Eurobarómetro de 2017 sobre a atitude dos portugueses relativamente ao tabaco e cigarros eletrónicos conclui que, em Portugal, 26% são fumadores, mais 1% de fumadores em comparação com o último Eurobarómetro de 2014. Um terço dos inquiridos fuma todos os dias (o mesmo que em 2014), mas a média agora é de 13,2 cigarros por dia, quando em 2014 a média era de 15,1 cigarros.

Cigarros ganham ao tabaco de enrolar

Houve diminuição na compra, mas os cigarros tradicionais continuam a ser a forma mais popular em Portugal (92% dos inquiridos para o Eurabómetro têm esta preferência) e nos 28 Estados-Membros da União Europeia. Entre os portugueses, a moda do tabaco de enrolar parece estar a perder força. De acordo com o inquérito, há menos 16% de consumidores deste tabaco quando comparado com 2014.

Cigarros eletrónicos com poucos adeptos

De acordo com o Eurobarómetro, mais de metade dos inquiridos revelou considerar os cigarros eletrónicos perigosos para a saúde. A maioria dos fumadores ou ex-fumadores que disse usar ou já ter usado cigarros eletrónicos concluiu que estes aparelhos não os ajudaram a reduzir o consumo de tabaco. Apenas 1% dos inquiridos diz usar os cigarros eletrónicos regularmente e a maioria prefere os sabores a fruta, em vez do sabor a tabaco ou menta.

Tabaco é o maior risco de saúde

O consumo de tabaco é responsável por 700 mil mortes por ano entre os países da União Europeia e o maior fator de risco de saúde evitável. Cerca de 50 por cento dos fumadores morrem prematuramente. Quem fuma tem mais propensão a desenvolver doenças associadas ao hábito tabágico, como problemas cardiovasculares e doenças respiratórias. Os cancros do pulmão, tranqueia e brônquios são dos mais fatais em Portugal, sendo que 9 em cada 10 casos de cancro do pulmão são causados pelo tabagismo. Os portugueses, em média, começam a fumar aos 17,6 anos.