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O que é e como prevenir o novo coronavírus

Saiba como identificar os sintomas, que cuidados de higiene e de etiqueta respiratória seguir e como prevenir.

  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida, Mónica Dias e Nuno Carvalho
  • Texto
  • Fátima Ramos e Filipa Nunes
09 abril 2020 Em atualização
  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida, Mónica Dias e Nuno Carvalho
  • Texto
  • Fátima Ramos e Filipa Nunes
frasco de laboratório com a palavra Covid-19

iStock

Informação de qualidade é a melhor arma contra o pânico. Estamos a acompanhar os desenvolvimentos sobre o novo coronavírus em permanência e damos respostas às principais dúvidas dos consumidores, em linha com as recomendações da Direção-Geral da Saúde, do portal SNS24 e da Organização Mundial da Saúde. Para esclarecer questões, conte com a ajuda dos nossos serviços.

O que é, sintomas e como se transmite o novo coronavírus

A infeção pode apresentar-se como uma gripe comum ou uma doença mais grave, como pneumonia. Saiba como identificar os sintomas.

O que é o novo coronavírus?

É um novo tipo de coronavírus, designado SARS-CoV-2, pertencente a uma família de vírus conhecida por afetar as pessoas, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, na China, na cidade de Wuhan. Desconhece-se a fonte da infeção. Este novo agente nunca tinha sido identificado antes em seres humanos.

SARS-CoV-2 significa síndrome respiratória aguda grave – coronavírus – 2.

O novo coronavírus é assim designado, uma vez que existe outro coronavírus que causa uma síndrome respiratória aguda grave, que foi identificado em 2002, intitulado “SARS-CoV”.

Novo coronavírus é o mesmo que covid-19?
Não. Covid-19 é o nome da doença provocada pela infeção do coronavírus SARS-CoV-2 e resulta das palavras “corona”, “vírus” e “doença”, com indicação do ano em que surgiu (2019). A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu atribuir à doença um nome que fosse fácil de reproduzir e que não indicasse nenhuma localização geográfica, um grupo de pessoas ou um animal.
Quais os sintomas do novo coronavírus?

Segundo a mais recente avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS), os sintomas mais comuns incluem febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem sentir dores de cabeça e dores em geral, congestão nasal, corrimento nasal, dores de garganta ou diarreia. Em geral, estes sintomas são ligeiros e começam gradualmente. Algumas pessoas ficam infetadas, mas não desenvolvem quaisquer sintomas e não se sentem doentes. 

A Direção-Geral da Saúde (DGS) sublinha que os sintomas desta infeção são mais intensos do que os de uma gripe.

Como se transmite o vírus?

A transmissão de pessoa para pessoa foi confirmada. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o novo coronavírus pode espalhar-se através de gotículas expelidas pela boca ou pelo nariz, por exemplo, quando a pessoa infetada tosse ou espirra, à semelhança do que sucede com outros vírus respiratórios, como o da gripe. As gotículas podem atingir pessoas, superfícies ou objetos. Outras pessoas podem contagiar-se através de contacto com estes objetos e superfícies contaminadas pelas gotículas se, depois de tocá-los, a pessoa levar as mãos aos olhos, ao nariz ou à boca. Outra forma de transmissão é pela inalação dessas mesmas gotículas emitidas por uma pessoa infetada.

O risco de contrair o vírus por uma pessoa sem sintomas é muito baixo. No entanto, muitas pessoas com covid-19 têm apenas sintomas ligeiros, sobretudo na fase inicial da doença. Neste caso, é possível contrair o vírus de alguém que tenha, por exemplo, apenas uma tosse ligeira e não se sinta mal.

A OMS lembra, porém, que as formas de transmissão e o período em que ela ocorre não estão ainda totalmente esclarecidas e continuam sob investigação. Os coronavírus (nCoV – 2019) são transmitidos por gotículas respiratórias; contacto direto com secreções infetadas e aerossóis em procedimentos terapêuticos que os produzem. 

Não existem provas de que os animais de estimação, como cães ou gatos, tenham sido infetados ou que possam contagiar alguém com o vírus.

Mães podem transmitir o vírus ao recém-nascido?

Existem poucos dados sobre os cuidados que as mães com a covid-19 podem dar aos recém-nascidos.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) diz não haver evidência de transmissão vertical da doença, ou seja, da mãe para o bebé. Mas recomenda que todos os recém-nascidos de mães infetadas com covid-19 sejam testados para o novo coronavírus e acompanhados, pelo menos, no primeiro mês de vida.

Um dos assuntos controversos é a separação de uma mãe com covid-19 do filho logo após o parto. Para evitar o risco de contágio perdem-se as vantagens da ligação entre mãe e filho no nascimento e da amamentação precoce.

Segundo orientações da DGS, as instituições de saúde devem tomar decisões caso a caso, tendo em conta a vontade da mãe, as instalações disponíveis no hospital e a disponibilidade das equipas de saúde.

Quando não há separação mãe-filho, a recomendação é a de a mãe lavar bem as mãos e colocar a máscara cirúrgica antes de qualquer contacto com o recém-nascido.

Também não existe evidência que seja possível transmitir o vírus através do leite materno. Caso haja separação mãe-filho, recomenda-se a extração do leite materno com bomba e o seu desperdício até que a mãe tenha dois testes negativos ao novo coronavírus. Esta recomendação fica sujeita à avaliação médica de cada caso e às evidências científicas que venham a surgir sobre o assunto.

Qual é o período de incubação deste vírus?
O "período de incubação" corresponde ao tempo entre ser contagiado pelo vírus e o início dos sintomas da doença. A maioria das estimativas varia entre 1 e 14 dias de incubação, sendo, em média, de cinco dias. As estimativas serão atualizadas à medida que mais dados venham a estar disponíveis.
Qual é o tratamento?

Ainda não existe tratamento específico, nem vacina. O tratamento é dirigido aos sinais e sintomas dos doentes. Os antibióticos não resultam contra vírus, apenas em infeções por bactérias.

Em caso de febre, a primeira linha de tratamento é o paracetamol. Segundo o Infarmed, não há evidência para contraindicar o uso de ibuprofeno. De acordo com uma nota informativa daquela entidade, “não existem, atualmente, dados científicos que confirmem um possível agravamento da infeção por covid-19 com a administração de ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides”. Por isso, “não há motivo para os doentes que se encontrem em tratamento com o referido medicamento o interrompam”, acrescenta.

Como prevenir e qual a utilidade de máscaras e desinfetantes

A ameaça de contágio fez disparar a procura de máscaras e desinfetantes. As máscaras cirúrgicas estão recomendadas a profissionais de saúde pessoas com sintomas de infeção respiratória (tosse ou espirro), suspeitos de infeção pelo novo coronavírus, doentes imunossuprimidos e pessoas ou profissionais que possam contactar diretamente com doentes suspeitos ou confirmados de infeção.São recomendadas medidas de higiene e etiqueta respiratória.

 
Como proteger-se?
  • Lave frequentemente as mãos com água e sabão, esfregando-as bem durante pelo menos 20 segundos. Este cuidado é indispensável antes e após a preparação de alimentos, depois de usar a casa de banho e sempre que as mãos lhe pareçam sujas. Há uma corrida às soluções à base de ácool ou aos antiséticos em gel para higienizar as mãos, mas a recomendação é usar água e sabão.
  • Assoe-se com lenços de papel (de utilização única), coloque-os no caixote do lixo e, de seguida, lave  as mãos.
  • Deve tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e não para as mãos.
  • Evite tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias.
As máscaras de proteção são eficazes?
Se é saudável, só precisa de usar máscara se estiver a cuidar de alguém que possa estar infetado com o coronavírus. As máscaras só são eficazes se também lavar frequentemente as mãos. Saiba mais sobre os diferentes tipos de máscara e para quem são recomendadas

O que fazer se tiver sintomas

As autoridades recomendam que entre em contacto com a linha SNS24 e muitas empresas já adotaram planos de contingência. Saiba o que está a ser feito para dar resposta à epidemia.

O que devo fazer se tiver sintomas?

Em caso de febre, tosse e eventual dificuldade respiratória, o doente não deve deslocar-se aos serviços de saúde, mas ligar para o SNS24 - 808 24 24 24, e seguir as indicações. O site do SNS 24 tem uma calculadora que permite a avaliação dos sintomas e, ainda, obter informações e conselhos adequados.

Os serviços de saúde em Portugal estão preparados?

As medidas  em curso enquadram-se na emergência de saúde pública internacional declarada pela Organização Mundial da Saúde.

Em Portugal, estão ativas as unidades de "primeira linha" , como é o caso dos hospitais de São João, no Porto, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Dona Estefânia, Santa Maria e Curry Cabral, em Lisboa, e os das regiões autónomas.

Foi também reforçado o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), através do número 808 24 24 24, e a linha de apoio médico, como normalmente acontece em situações desta natureza.

O reforço das linhas telefónicas visa facilitar a informação e a triagem, para que as pessoas eventualmente contaminadas não se desloquem aos serviços de saúde sem acompanhamento profissional. 

A DGS revela ainda que existem protocolos internacionais para prevenir a exportação do vírus a partir da China, sendo os rastreios feitos, na origem, antes de viagens de comboio, avião ou barco. 

Posso ir a um hospital privado?

Deve seguir as recomendações da linha SNS24 e não se deslocar a nenhum serviço de saúde. Caso se dirija a um hospital privado com suspeita de infeção, a indicação é para que fique numa área de isolamento, enquanto os médicos contactam a Linha de Apoio ao Médico. Se a situação for validada pela linha médica, o INEM fará o transporte do utente para o hospital de referência.

Caso tenha seguros de saúde, em geral, estes excluem o pagamento de despesas decorrentes do tratamento de doenças epidémicas ou pandémicas oficialmente declaradas pelas autoridades de saúde. Estas são, por regra, doenças infecciosas que afetam um grande número de pessoas numa região ou numa vasta área geográfica. Apenas o seguro da MGEN não inclui esta exclusão, prevendo apenas um período de carência superior: em situações associadas a epidemias ou pandemias, só poderá ativar um seguro subscrito há mais de 365 dias enquanto, para a maioria das restantes despesas de saúde, basta esperar 90 dias. 

Apesar de as despesas relacionadas com epidemias estarem excluídas, há pelo menos duas seguradoras – a Victoria e a Fidelidade - que cobrem o custo dos testes de diagnóstico, quando prescritos por um médico.

Se apresentar sintomas suspeitos de covid-19, o médico pode recusar-se a vir a casa?
Em caso de sintomas deve ligar para o SNS24 e não chamar um médico a casa ou dirigir-se a um serviço de saúde. Após este contacto com a linha SNS24 e validação da história clínica, os profissionais de saúde é que determinam se é necessário dirigir-se a um hospital de referência ou outro serviço de saúde. O transporte é assegurado pelo INEM.
Em caso de morte, o seguro de vida pode ser acionado?
Os seguros de vida não têm exclusões a este nível, pelo que, os casos de morte e invalidez associadas a epidemias ou pandemias estão cobertos. 
 

Subsídios para trabalhadores em quarentena

O Governo avançou com medidas de proteção social caso os trabalhadores sejam obrigados a ficar em quarentena devido a perigo de contágio pelo novo coronavírus.

Quanto recebe um trabalhador que fique em quarentena?

Aos trabalhadores que fiquem impedidos de exercer a sua atividade profissional “no contexto de perigo de contágio pelo COVID-19” é atribuído um subsídio de doença, que não está sujeito a período de espera e cujo valor corresponde a 100% da remuneração de referência nos primeiros 14 dias.

Passado este tempo, os valores são os referentes ao subsídio de doença em situações normais: 55% até ao 30.º dia, 60% do 31.º ao 90.º dia, 70% do 91.º ao 365.º dia e 75% depois disso.

Estas regras não se aplicam aos trabalhadores que possam recorrer a mecanismos alternativos de prestação do trabalho, como o teletrabalho ou programas de formação à distância.

Para justificar a ausência e o trabalhador ter acesso ao subsídio, a Autoridade de Saúde preenche um formulário e envia-o para os serviços de Segurança Social no prazo máximo de 5 dias. O formulário também pode ser utilizado nos casos em que é o filho que está impedido de comparecer às aulas e um familiar (pai, mãe, avô ou avó) tem de faltar para lhe dar assistência. Estes casos seguem o regime normal das faltas para assistência a filhos ou netos. Pode aceder à declaração de apoio excecional à família em "Anexos".

Os trabalhadores a recibos verdes também podem ficar em casa para assistência à família?

O Despacho n.º 2875-A/2020, de 3 de março, começa por falar em beneficiários para designar as pessoas a quem se aplica. Estes incluem, entre outros, os trabalhadores por conta de outrem e os trabalhadores independentes, pois também os últimos têm direito a subsídio de doença e a subsídio para assistência aos filhos. 

O diploma também menciona trabalhadores, o que abrangeria, em princípio, apenas quem está vinculado por um contrato de trabalho, e entidade empregadora. No entanto, apesar da utilização destes termos, entendemos que o despacho também se aplica a quem passe recibos verdes, desde que esteja impedido do exercício da atividade profissional, diretamente ou devido a restrições à atividade escolar de um filho, e se trate de uma situação reconhecida por uma autoridade de saúde. Terá, assim, acesso ao subsídio previsto no despacho, sem haver período de espera.

Se achar que corro risco de infeção na atividade profissional, que direitos tenho?

Terá direito a faltar e receber o subsídio previsto na lei e, em particular, nas regras definidas excecionalmente para o perigo de contágio pelo novo coronavírus, se ficar impedido temporariamente de trabalhar numa situação reconhecida por uma autoridade de saúde. Também pode acontecer que seja a entidade patronal a solicitar que vá para casa, a fim de prevenir um eventual risco. Nesse caso, se não houver lugar ao pagamento de subsídio da segurança social, o trabalhador continuará a receber a sua retribuição, uma vez que estará a obedecer às ordens do empregador.

Se não se verificar nenhuma das situações acima, não se pode dizer que o trabalhador esteja autorizado a faltar. Se deixar de comparecer no seu posto de trabalho, o mais provável é que as faltas sejam consideradas injustificadas pela entidade empregadora, perdendo direito à retribuição e correndo o risco de ser alvo de um processo disciplinar, que pode culminar, no caso mais extremo, numa decisão de despedimento com justa causa. Só não será assim se chegar a acordo com o empregador.

O que o trabalhador pode fazer é procurar sensibilizar as autoridades de saúde ou a entidade patronal para os riscos da sua atividade, tentando que a situação seja alterada, nomeadamente sendo-lhe atribuídas novas funções ou fazendo ver que há fortes razões para a suspensão da atividade.

Viagens proibidas e reembolsos

As viagens de finalistas foram canceladas e deixou de ser possível viajar. Conheça os seus direitos e saiba se é possível exigir o reembolso. Se precisar, recorra à linha da DECO de apoio aos viajantes (213 710 282). Em caso de reclamação, utilize a nossa plataforma.

Reclamar

É possível acionar o seguro de viagem, para compensar perdas?

As coberturas de assistência em viagem que integram os respetivos seguros preveem normalmente a cobertura de cancelamento ou redução da viagem por iniciativa do segurado. Esta cobertura garante o reembolso das despesas pagas com alojamento e transporte e que não possam ser recuperadas quando a viagem seja cancelada por motivo de força maior. Ao mesmo tempo, incluem uma longa lista de situações que se enquadram nesta definição, como acidente, falecimento de familiares diretos, destruição da habitação, desemprego involuntário, convocação para servir de jurado ou depor num julgamento ou até imposição de quarentena à pessoa segura por autoridade competente.

Simultaneamente, esta mesma cobertura prevê o pagamento de despesas médicas efetuadas no estrangeiro, na sequência de acidente ou doença ocorridos durante a viagem, como, por exemplo, os tratamentos médicos necessários em caso de infeção por coronavírus. Contudo, algumas apólices excluem todas as despesas efetuadas em caso de epidemia ou pandemia declaradas pelas autoridades oficiais de saúde.

Assim, não há uma resposta a esta questão que seja válida para todas as apólices. O melhor será consultar as condições do seu seguro e pedir esclarecimentos diretamente à seguradora.

Novo coronavírus tem impacto na economia e em eventos públicos

Com a chegada do novo coronavírus à Europa abre-se o cenário de recessão na zona euro. Além de um abrandamento da economia mundial maior do que o previsto, os resultados das empresas em 2020 serão afetados. Indicamos como reavaliar os investimentos. 

A vida pública, eventos sociais no País e as atividades em locais de grande afluência de público estão a ser afetados. Saiba o que fazer se o seu ginásio decidir fechar ou se não puder assistir a um jogo de futebol.

A Europa pode entrar em recessão?

De acordo com as mais recentes previsões do FMI, não só a Europa como todo o mundo entrará em recessão. A crise atual, causada pela pandemia da Covid-19, foi batizada de “o Grande Confinamento” e provocará, segundo o Fundo Monetário Internacional, a pior recessão mundial desde a Grande Depressão, em 1929. 

A economia mundial deverá conhecer uma recessão de 3%. A zona Euro deverá encolher 7,5% e os Estados Unidos 5,9%. Portugal ficará pior do que os seus parceiros do euro com o PIB a recuar 8%. Conheça as implicações da covid-19 na economia e nos mercados financeiros.

O que fazer aos investimentos?

O crescimento mundial deve cair mais do que durante a crise financeira de 2008. Os principais setores afetados serão os ligados ao turismo, lazer e bens de luxo. Veja as recomendações da PROTESTE INVESTE para saber o que fazer aos seus investimentos.

O ginásio fechou por causa do novo coronavírus. Tem de reembolsar as mensalidades já pagas?

Decretado o estado de emergência, os ginásios e demais locais destinados à prática desportiva foram forçados a encerrar as suas instalações, não permitindo o acesso ao público. Assim sendo, os utilizadores não terão de pagar os montantes previstos no contrato celebrado com os estabelecimentos e terão, também, direito ao reembolso das quantias que tenham sido adiantadas por conta de serviços que acabaram por não ser fornecidos, independentemente de o pagamento ser mensal, trimestral, semestral ou anual.

A forma como esse reembolso será efetuado deve ser acordada entre ginásio e utilizador, podendo os pagamentos adiantados ficar por conta de serviços a prestar no futuro. No entanto, não pode ser negado aos utilizadores o direito a receberem de volta o que já pagaram relativamente ao tempo em que as instalações estejam encerradas. Os utilizadores devem ser sensíveis ao momento excecional que se atravessa e ao interesse geral em que os serviços se mantenham, mas não podem ter os seus direitos negados.

Nos casos em que existisse um período de fidelização, que permitiu condições especiais ao utilizador, tendo em conta a duração do contrato, é de admitir que haja um ajustamento relativamente ao preço das mensalidades já vencidas, caso o cliente opte por pôr fim ao contrato antes do período de fidelização.

Os contratos podem cessar, se for essa a vontade dos utilizadores (ou do ginásio), ou apenas ficar suspensos, sendo retomados assim que regressar a normalidade e as instalações voltarem a estar abertas ao público.

Tenho bilhete para evento que foi cancelado. Tenho direito a devolução?

Com o anúncio de adiamentos e cancelamentos de eventos desportivos e culturais, a lei veio permitir o reembolso do valor dos bilhetes dos espetáculos, mas só em algumas situações.

Em caso de cancelamento de espetáculo que estivesse previsto para o período entre 28 de fevereiro e 30 de setembro ou quando não sejam respeitadas todas as regras excecionalmente previstas para o reagendamento do espetáculo (por exemplo, novo local a mais de 50 km de distância do anterior ou nova data marcada para mais de um ano da data original), o consumidor tem direito a ser reembolsado.

Se o espetáculo é reagendado cumprindo as regras, não haverá lugar à restituição do preço do bilhete. A exceção serão os festivais e eventos do género que foram proibidos até final de setembro e têm um regime especial. Quem tiver bilhetes para os espetáculos de festivais que não se realizem vai receber um vale de valor igual ao preço pago, com validade até final de 2021. Se não utilizar o vale, num bilhete para o festival adiado ou para outro evento organizado pelo mesmo promotor, pode pedir o reembolso a partir de 2022.

No caso de lugares cativos em jogos de futebol ou de compra de bilhetes de temporada para espetáculos culturais, por exemplo, a forma de compensação poderá ser acordada entre o organizador do evento e o consumidor, mas este terá legitimidade para exigir um reembolso proporcional ao valor do(s) jogo(s) ou do(s) evento(s) a que não pode assistir. São vários os clubes da principal liga portuguesa de futebol que já determinaram a forma de compensar os detentores de bilhete anual, tendo em conta que os jogos das últimas 10 jornadas, além de terem sido adiados, são disputados à porta fechada.

Mitos sobre o novo coronavírus

Um dos grandes mitos sobre o novo coronavírus é o de ter sido criado em laboratório, com várias versões que envolviam a China e os Estados Unidos a circularem pela internet. A comunidade científica descartou este rumor e ainda tenta descobrir a origem exata do vírus.

Ao contrário do que também tem sido divulgado, é pouco provável que as encomendas da China transmitam o vírus. Comer alhos, usar secadores de mãos ou lâmpadas ultra-violeta para eliminar o vírus são outros dos mitos que circulam sobre a covid-19.

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