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Legionela: o que é, como se transmite e como prevenir

10 janeiro 2018
legionela

10 janeiro 2018

Há um vazio legal quanto às auditorias à qualidade do ar interior que é urgente corrigir. Estas devem voltar a ter uma periodicidade obrigatória.

A legionela nos estudos da DECO

Em 2012, 4 piscinas interiores tinham legionela nos chuveiros. Em 2007, durante um estudo à qualidade do ar nas escolas, pesquisámos legionela em escolas com condutas de água quente, como as que têm balneários. Uma das escolas revelou a presença da bactéria. Entre janeiro e abril de 2005, detetámos a presença de legionela na água de alguns hospitais e alertámos a Direção-Geral da Saúde e a Inspeção-Geral da Saúde. Na altura, os hospitais visados desvalorizaram a questão. 

Infelizmente, a má qualidade do ar interior não nos surpreende, até porque a lei não impõe o seu controlo no interior dos edifícios públicos ou de uso pelo público. As regras são claras e rigorosas quanto aos critérios para avaliar a qualidade do ar e aos locais onde devem ser verificados (laboratórios acreditados), mas as auditorias não são obrigatórias.

Atualmente, a qualidade do ar interior só é verificada se o perito responsável pela certificação energética entender que há sinais de deterioração. Houve, na prática, um retrocesso da lei nas boas práticas relativas à garantia da qualidade do ar. A lei anterior anterior obrigava a inspeções:

  • de 2 em 2 anos, nos edifícios ou locais que funcionem como estabelecimentos de ensino ou de qualquer tipo de formação, desportivos e centros de lazer, creches, infantários ou instituições e estabelecimentos para permanência de crianças, centros de idosos, lares e equiparados, hospitais, clínicas e similares;
  • de 3 em 3 anos, nos edifícios ou locais que alberguem atividades comerciais, de serviços, de turismo, de transportes, de atividades culturais, escritórios e similares;
  • de 6 em 6 anos, nos restantes casos.