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Gripe A: como prevenir e tratar

Febre, tosse, nariz entupido e dor de garganta? Poderá ser gripe A. Saiba como proteger os outros e conheça os tratamentos e as formas de prevenção.

19 janeiro 2023
Homem com sintomas de gripe

iStock

A chegada do inverno traz a época de Festas, mas também a de gripes. A gripe A, provocada pelo vírus influenza do tipo A, faz parte da “família” das gripes sazonais e traduz-se em sintomas que nos são familiares: febre, tosse, nariz entupido e dor de garganta e ainda outros, como dores no corpo ou musculares, dor de cabeça, arrepios, fadiga, vómitos e diarreia. Normalmente, os sintomas terminam ao fim de cinco a sete dias, sem qualquer complicação, mas, após dois dias sem febre, a possibilidade de contágio já é reduzida.

O que devemos fazer?

Se estiver com sintomas, deve adotar um conjunto de medidas para evitar a propagação do vírus e contágio de terceiros. São, basicamente, as mesmas que traduzem a etiqueta respiratória que nos foi recomendada durante a pandemia de covid-19. Como medidas de controlo e alívio de sintomas deve ainda: 

  • contactar a linha SNS 24 (808 24 24 24) e seguir as indicações;
  • idealmente, ficar em casa de repouso;
  • não se agasalhar demasiado;
  • medir a temperatura ao longo do dia – se tiver febre pode tomar paracetamol (em dose adequada à idade e/ou ao peso);
  • não administrar aspirina (ácido acetilsalicílico) às crianças;
  • no caso de estar grávida ou se estiver a amamentar, não tome medicação antes de falar com o seu médico;
  • utilizar soro fisiológico para fazer lavagens nasais, para aliviar a congestão nasal;
  • não tomar antibióticos, estes medicamentos não atuam nas infeções causadas por vírus, como é o caso da gripe;
  • beber muitos líquidos, sem ser bebidas alcoólicas, sendo que a água é a bebida mais recomendada;
  • fazer-se acompanhar de alguém, ou se estiver sozinho pedir que alguém lhe ligue com regularidade;
  • em caso de agravamento (febre mais de três dias ou em subida, falta de ar e outros sintomas), procure um médico.

Como se propaga a gripe A?

A gripe A é uma doença contagiosa que se propaga principalmente por pequenas gotículas libertadas quando as pessoas com gripe tossem, espirram ou falam. Estas gotículas podem cair na boca ou no nariz das pessoas que se encontram nas proximidades. Com menos frequência, o contágio pode ser feito de forma indireta, quando uma pessoa toca numa superfície ou objeto que tenha o vírus da gripe ativo e depois toque na sua própria boca, no seu nariz ou nos olhos. O período de incubação (o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infetada e o aparecimento dos primeiros sintomas) do vírus da gripe A varia entre três e dez dias, com uma média de sete, durante o qual a contagiosidade é reduzida.

Como se trata?

Na maioria dos casos, é o próprio sistema imunitário que acaba por combater a infeção, sem ser necessário recorrer a qualquer medicamento específico, mantendo apenas as medidas de controlo e alívio de sintomas. No entanto, existem alguns medicamentos antivirais sujeitos a receita médica, mas usados apenas em casos de gravidade ou em doentes de alto risco.

Atualmente, em Portugal, apenas existem medicamentos com duas substâncias ativas que são recomendadas para o tratamento da gripe, o oseltamivir e o zanamivir. Ambos inibem o ciclo de replicação do vírus da gripe e impedem a sua propagação dentro do organismo. São apenas usados em grupos de risco, pois o uso indiscriminado, além de não apresentar grandes vantagens em termos individuais, pode estimular resistências que levariam a ineficácia futura.

Como se pode prevenir?

A forma mais eficaz de prevenir a gripe A e a causada por outras estirpes do vírus influenza (do grupo B) é a vacinação. A imunidade diminui com o tempo, pelo que se recomenda a vacinação anual. As vacinas contra a gripe mais comummente utilizadas são constituídas por vírus inativos. Entre os adultos saudáveis, a vacina da gripe confere proteção, mesmo quando os vírus em circulação não correspondem exatamente aos vírus da vacina. Contudo, entre os idosos, a vacinação contra a gripe pode ser menos eficaz na prevenção da doença, mas reduz a sua gravidade e a incidência de complicações e mortes. A vacinação é especialmente importante para pessoas com elevado risco de complicações da gripe, bem como para as pessoas que vivem com ou que cuidem das pessoas de risco.

A vacina é mais eficaz quando os vírus na sua composição correspondem aos que se encontram em circulação. Devido à constante evolução dos vírus da gripe, o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Gripe da OMS (GISRS) – um sistema de centros nacionais de gripe e centros colaboradores da OMS em todo o mundo – monitoriza continuamente os vírus da gripe que circulam nos seres humanos e atualiza a composição das vacinas da gripe duas vezes por ano.

A vacina contra a gripe sazonal inclui proteção contra a gripe A. Este ano, as vacinas administradas em Portugal têm quatro estirpes diferentes: duas do influenza A (H1N1 e H3N2) e duas do influenza B. 

É importante referir que a vacina contra a gripe não contém vírus vivos, e por isso não pode provocar a doença. O que pode suceder é as pessoas vacinadas poderem contrair outras infeções respiratórias virais e para as quais não há vacina e desenvolver sintomas semelhantes aos de uma gripe.

Diagnóstico da gripe A

São raras as situações em que é mesmo necessário definir um diagnóstico, mas há exceções: nas situações em que é preciso dirigir tratamento ou para identificar eventual surto numa comunidade. Nesses casos, recorre-se a métodos como os testes PCR ou os testes de diagnóstico rápido de antigénio da gripe A, em tudo semelhantes aos testes de antigénio usados na pandemia da covid-19. Em Portugal estão comercializados alguns autotestes (semelhantes aos utilizados durante a pandemia da covid-19) em farmácias comunitárias e parafarmácias, que permitem a identificação do vírus influenza A e B. Existem ainda alguns que combinam a deteção deste antigénio com o SARS-CoV-2.

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