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Fraldas para incontinentes: poupe sem perder na absorção

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Pela primeira vez, testámos fraldas para incontinentes em laboratório e ainda cruzámos os resultados com os comentários dos utilizadores. É possível manter a pele seca por mais tempo e poupar 456 euros por ano.

29 setembro 2017
Fraldas MoliCare e Labell

João Ribeiro

Procurar a fralda que retém urina por mais tempo e que garante o conforto da pele seca do utilizador foi o desafio assumido na estreia do teste a fraldas para incontinentes. A absorção é o foco, mas não pode sacrificar demasiado o orçamento doméstico das famílias que lidam diariamente com a incontinência urinária. Oficialmente, a doença atinge 20% da população portuguesa acima dos 40 anos, mas nem todos precisam de usar fraldas em permanência. No entanto, muitos outros consumidores não estão diagnosticados com incontinência urinária, mas lidam diariamente com essa realidade, em consequência de outros problemas de saúde.

As fraldas do tamanho L e de absorção máxima serviram de referência a este teste. Mas os resultados podem ser replicados para outros tamanhos e absorções. Cada embalagem passou por um rigoroso teste de absorção, onde foi também possível detetar que modelos impedem a passagem da humidade para a pele e quais aqueles que retardam as fugas de urina para o exterior.

É com uma solução salina que simula a urina de um adulto que os testes laboratoriais avaliam a rapidez de absorção. Geralmente, o líquido alastra por toda a fralda, mas concentra-se na área central. Quanto mais veloz for este processo, menor será a sensação de humidade na pele do utilizador. A confirmá-lo, uma amostra de fralda molhada é pressionada com papel de filtro durante dois minutos. A pesagem do papel humedecido vai denunciar as fraldas mais frágeis na retenção de humidade, ou seja, aquelas cujo peso extra do papel de filtro seja superior a 0,05 gramas.

Já as fugas de urina são detetáveis a olho nu, no âmbito de um teste com software concebido especificamente para este efeito. Rigorosos 162 ml de solução salina são ejetados durante cinco segundo para um manequim com a fralda vestida. A operação é repetida até que as fronteiras da fralda já sejam incapazes de suster todo o líquido acumulado.

Mas nem só de resultados laboratoriais vive este teste. Durante três meses, 20 famílias experimentaram, em suas casas, cada um das marcas analisadas em laboratório. O conforto da fralda, a ergonomia do seu formato, a robustez dos autocolantes, o cheiro e a facilidade de utilização mereceram a análise criteriosa de quem usa diariamente vários exemplares.


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