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Diabetes: soluções menos invasivas com comparticipação

Gerir a diabetes na infância

Os doentes com diabetes tipo 1 que utilizam os dispositivos mais cómodos para medir a glicose e administrar insulina beneficiam de comparticipação. No caso do sensor, o custo desce de € 53 para 7,95 euros.

01 março 2018
medidores insulina

Thinkstock

Andreia Correia (33 anos), de Caldas da Rainha, descobriu há 3 anos que a filha Maria, na altura com 6 anos, tinha diabetes tipo 1. A Maria costuma usar o sensor, mas de momento o aparelho avariou e aguarda por um novo. A mãe quer que, em breve, passe a usar também a bomba de insulina. 

medidores insulina

Sensor facilita controlo de valores durante 24 horas.  

Foi difícil explicar a uma criança de 3 anos que tinha diabetes e os hábitos que tinha de passar a ter?

Foi mais complicado para mim do que para ela, que me chegou a dizer “oh mãe, é só isto?!”. Na altura ela não tinha noção do que era. Pensava que era só picar os dedos e ter os valores controlados. A Maria não tem uma restrição alimentar, tem é de saber, exatamente, aquilo que come para poder saber administrar as doses de insulina. E, no início, não sabia fazer essa gestão. Agora, ainda tem algumas lacunas, mas sabe fazer a contagem das coisas mais básicas que come todos os dias.

De que forma a utilização do sensor tem facilitado a vossa vida?

Em primeiro lugar, a Maria não tem de ter os dedos picados. Sem sensor, faz o controlo da diabetes, pelo menos, oito vezes por dia (uma picada ao pequeno-almoço, às 10 h, 12 h, 16 h, antes da atividade física, ao jantar, à ceia e às 3 da manhã). A mim, permite-me conseguir perceber se ela está controlada ao nível de açúcar no sangue, permite-me fazer ajustes na comida e doses de insulina e ter 24 horas monitorizadas. Ao nível de qualidade de vida, mudou bastante porque consigo ver um gráfico com as 24 horas, não vejo só os valores que ela me quer mostrar. Não sou uma mãe menos preocupada, mas mais descansada.

A Maria também vai ter a bomba de insulina?

Sim, vai ter a bomba este ano. E assim eliminam-se as picadas. Ela tem uma caneta de insulina carregada, que leva para todo o lado. A bomba pode ser levada à cintura, tem um cateter aplicado na zona da barriga, com uns cartuchos de insulina e a Maria deixa de ter de se picar à frente dos colegas. Apesar de ela dizer que não a aborrece, eu sei que sim.

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Maria já se habitou a conviver com a diabetes e prefere o sensor porque evita as picagens nas aulas.