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Covid-19: quem vai ser vacinado e quando

O Portal de Autoagendamento permite aos utentes a inscrição online para a vacina. O Plano de Vacinação contra a covid-19 conta com duas fases.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Alda Mota
15 junho 2021
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Alda Mota
seringa dentro de um frasco de vacina contra a covid-19

iStock

A inscrição online tem sido aberta por faixa etária, de forma faseada, e permite agendar o dia e o local para ser vacinado. Verifique através do Portal de Autoagendamento para Vacinação contra a Covid-19 se já pode fazer o seu.

O plano de vacinação contra a covid-19, que arrancou em dezembro de 2020, foi reestruturado, contando agora com apenas duas fases. As alterações foram definidas de acordo com os objetivos da campanha de vacinação: primeiro, salvar vidas; depois, preservar a resiliência do sistema de saúde, do sistema de resposta e do Estado. Alterações estas que se deveram, também, ao aumento das vacinas disponíveis.

Portugal já assegurou, dentro dos mecanismos da Comissão Europeia, cerca de 35 milhões de doses de vacinas, suficientes para vacinar todos os residentes no País. A vacina é universal, facultativa e gratuita, pelo que qualquer pessoa a residir no País poderá tomá-la, sem ter de pagar qualquer custo.

A administração da vacina será feita em pontos de vacinação previamente existentes ou adaptados, de acordo com a fase de vacinação e as condições regionais e locais. Tendo em conta a história clínica do doente ou o tipo de vacina, cada pessoa tomará uma ou duas doses da vacina. A data da segunda dose será comunicada pelo sistema administrativo do centro de saúde no dia de administração da primeira dose. Perto da data da segunda toma, o utente será contactado com a confirmação do dia e hora, quer tenha sido inscrito pelo portal de autoagendamento ou não.

Duas fases de vacinação contra a covid-19

O acesso às vacinas será distribuído em duas fases.

Numa primeira fase, que começou em dezembro de 2020, foram vacinados os profissionais, residentes e utentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, instituições similares e Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Ainda nesta fase, foram vacinadas as pessoas entre os 50 e os 79 anos de idade, que tenham, pelo menos, uma das seguintes patologias:

  • insuficiência cardíaca;
  • doença coronária;
  • insuficiência renal;
  • doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
  • doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

A este grupo de pessoas, juntaram-se todos os idosos com 80 ou mais anos, independentemente de terem ou não qualquer patologia ou comorbilidade, bem como as pessoas com trissomia 21 com 16 ou mais anos.

Posteriormente, e paralelamente à primeira e segunda fases, decorrerá a vacinação dos profissionais envolvidos na resiliência dos sistemas de saúde e resposta à pandemia, e do Estado, onde se incluem os profissionais das Forças Armadas, forças de segurança e serviços críticos, bem como:

  • titulares de órgãos de soberania;
  • altos cargos com funções no quadro do estado de emergência;
  • responsáveis da Proteção Civil, Procuradoria-Geral da República e Ministério Público;
  • professores e pessoal não-docente de escolas e creches.

segunda fase, que começou em abril, abrange as pessoas entre os 79 e os 16 anos, sendo que a prioridade segue uma ordem decrescente de idades. Será dada prioridade às pessoas com idade igual ou superior a 16 anos que sejam transplantadas ou candidatas a transplante e/ou tenham patologias que causem imunossupressão, doenças neurológicas, doenças mentais, doença hepática crónica, doença cardiovascular, diabetes, neoplasia maligna ativa, insuficiência renal crónica, doença pulmonar crónica, obesidade ou doenças lipossomais. 

Nesta última fase, as pessoas que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2 há, pelo menos, seis meses podem ser vacinadas contra a covid-19, de acordo com o grupo prioritário ou a faixa etária a que pertencem.

Como é feito o agendamento da vacinação?

Mediante a fase em que cada utente se enquadrar, as unidades de vacinação contactam o utente, primeiro, a questionar se pretende ser vacinado e, posteriormente, a propor um agendamento. O contacto é feito preferencialmente por SMS (através do número 2424), para indicar qual a primeira data disponível.

A mensagem será semelhante à seguinte: "COVID19: Vacinacao 03/02/2020 as 09:00 na USF Alvalade. Responda: SNS.NUMERO UTENTE.SIM/NAO ate 31.jan Ex: SNS.111111111.SIM". Quando recebe a mensagem, o utente deve confirmar ou recusar a data proposta para o agendamento da vacinação, seguindo a fórmula indicada na mensagem. Face à incerteza quanto ao que acontece no caso de haver uma recusa do agendamento, sugerimos que os utentes façam um esforço para serem vacinados na data agendada.

Caso a unidade de saúde considere conveniente, nomeadamente por não existir contacto de telemóvel registado ou a SMS ficar sem resposta, mesmo após insistência, é feito um contacto telefónico direto. Se, ainda assim, não se conseguir chegar à fala com o utente, ou caso não haja contactos telefónicos disponíveis, é enviada uma carta com a proposta de agendamento.

Na véspera do dia agendado, é enviada, por SMS, ao utente a vacinar uma mensagem a recordar a data e a hora do agendamento.

Portal de Autoagendamento para Vacinação contra a Covid-19 permite que os utentes se inscrevam online e escolham o ponto de vacinação em que pretendem ser vacinados. Ao selecionar esta opção, é-lhes apresentada a primeira data disponível, podendo aceitá-la ou escolher outra mais conveniente. Se não houver vagas disponíveis, pode ficar na lista de espera naquele ponto de vacinação ou optar por uma data, noutro ponto de vacinação. Posteriormente, quem realizou a inscrição receberá uma SMS com a hora exata em que será vacinada, no dia e no ponto de vacinação escolhido, ao qual o utente deve responder, por exemplo, SNS. 111111111. SIM.

Caso tenha alguma das patologias identificadas como prioritárias na administração da vacina, pode verificar se o seu nome está nas listas de vacinação

E se não for seguido pelo Serviço Nacional de Saúde?

Se pertencer a um dos grupos prioritários, mas não for seguido no Serviço Nacional de Saúde, deve obter junto do médico que o/a segue uma declaração médica comprovativa da sua inclusão na fase 1 da vacinação contra a covid-19 de forma a permitir o agendamento automático num agrupamento de centros de saúde (ACES). A declaração médica é emitida eletronicamente, através da prescrição médica eletrónica, e o utente é informado por SMS.

Caso não tenha número de utente, pode solicitar mais informação junto da linha telefónica SNS 24 (opção 3) ou através do formulário para agendamento. Se tiver cartão de cidadão ou alguma vez tiver tido cartão de utente, está automaticamente inscrito como utente do SNS e não necessita de preencher o formulário.

A Direção-Geral da Saúde criou um formulário, caso queira apresentar alguma reclamação e fazer susgestões ou pedidos relacionados com a vacinação. Todas as situações comunidadas serão avaliadas e, caso se venha a justificar, será efetuado o respetivo encaminhamento para as entidades competentes para investigação.

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