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Covid-19: quem vai ser vacinado e quando

O portal de autoagendamento continua a facilitar aos utentes a inscrição online para a vacina. A modalidade "casa aberta" permite tirar uma senha digital. Passam a ter indicação para serem vacinados todos os jovens a partir dos 12 anos.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Alda Mota
02 setembro 2021
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Alda Mota
seringa dentro de um frasco de vacina contra a covid-19

iStock

A inscrição online tem sido aberta por faixa etária, de forma faseada, e permite agendar o dia e o local para ser vacinado. Verifique através do portal de autoagendamento para vacinação contra a covid-19 se pode fazer o seu. Além disso, existe a modalidade "casa aberta", disponível para a vacinação de primeiras doses de utentes elegíveis, que não estejam agendados, e que não tenham sido infetados com covid-19 nos últimos seis meses. Pode pedir uma senha digital.

A Direção-Geral da Saúde recomenda a vacinação universal contra a covid-19 a crianças e adolescentes, entre os 12 e os 15 anos, deixando de ser restrita aos que tenham cancro ativo, diabetes, obesidade, insuficiência renal crónica, entre outras patologias.

As crianças e jovens, entre os 12 e os 15 anos, que têm prioridade na vacinação contra a covid-19 por terem as patologias mencionadas devem pedir uma declaração ao médico que os acompanha regularmente, de forma a comprovar a patologia. Para este efeito, deve ser emitida uma declaração médica, através da plataforma de prescrição eletrónica de medicamentos (PEM), de acordo com um formulário disponibilizado pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). 

A DGS recomenda uma dose adicional da vacina da Pfizer ou da Moderna para pessoas com mais de 6 anos e com imunossupressão.

O plano de vacinação contra a covid-19, que arrancou em dezembro de 2020, foi reestruturado, contando agora com apenas duas fases. As alterações foram definidas de acordo com os objetivos da campanha de vacinação: primeiro, salvar vidas; depois, preservar a resiliência do sistema de saúde, do sistema de resposta e do Estado. Alterações estas que se deveram, também, ao aumento das vacinas disponíveis.

A vacina é universal, facultativa e gratuita, pelo que qualquer pessoa elegível a residir no País poderá tomá-la, sem ter de pagar qualquer custo.

A administração da vacina será feita em pontos de vacinação previamente existentes ou adaptados, de acordo com a fase de vacinação e as condições regionais e locais. Tendo em conta a história clínica do doente ou o tipo de vacina, cada pessoa tomará uma ou duas doses da vacina. A data da segunda dose será comunicada pelo sistema administrativo do centro de saúde no dia de administração da primeira dose. Perto da data da segunda toma, o utente será contactado com a confirmação do dia e hora, quer tenha sido inscrito pelo portal de autoagendamento ou não.

Duas fases de vacinação contra a covid-19

O acesso às vacinas será distribuído em duas fases.

Numa primeira fase, que começou em dezembro de 2020, foram vacinados os profissionais, residentes e utentes em estruturas residenciais para pessoas idosas, instituições similares e rede nacional de cuidados continuados integrados.

Ainda nesta fase, foram vacinadas as pessoas entre os 50 e os 79 anos, que tivessem, pelo menos, uma das seguintes patologias:

  • insuficiência cardíaca;
  • doença coronária;
  • insuficiência renal;
  • doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
  • doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

A este grupo de pessoas, juntaram-se todos os idosos com 80 ou mais anos, independentemente de terem ou não qualquer patologia ou comorbilidade, bem como as pessoas com trissomia 21 com 16 ou mais anos.

Posteriormente, e paralelamente à primeira e segunda fases, decorrerá a vacinação dos profissionais envolvidos na resiliência dos sistemas de saúde e resposta à pandemia, e do Estado, onde se incluem os profissionais das Forças Armadas, forças de segurança e serviços críticos, bem como:

  • titulares de órgãos de soberania;
  • altos cargos com funções no quadro do estado de emergência;
  • responsáveis da Proteção Civil, Procuradoria-Geral da República e Ministério Público;
  • professores e pessoal não-docente de escolas e creches.

segunda fase abrange as pessoas entre os 79 e os 12 anos, sendo que a prioridade segue uma ordem decrescente de idades. Serão prioritárias as pessoas com idade igual ou superior a 12 anos que sejam transplantadas ou candidatas a transplante e/ou tenham patologias que causem imunossupressão, doenças neurológicas, doenças mentais, doença hepática crónica, doença cardiovascular, diabetes, neoplasia maligna ativa, insuficiência renal crónica, doença pulmonar crónica, obesidade ou doenças lipossomais. As grávidas, com 16 anos ou mais, também serão vacinadas nesta fase.

Nesta última fase, as pessoas que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2 há, pelo menos, seis meses podem ser vacinadas contra a covid-19, de acordo a faixa etária a que pertencem.

Como é feito o agendamento da vacinação?

Mediante a fase em que cada utente se enquadrar, as unidades de vacinação contactam o utente, primeiro, a questionar se pretende ser vacinado e, posteriormente, a propor um agendamento. O contacto é feito preferencialmente por SMS (através do número 2424), para indicar qual a primeira data disponível.

A mensagem será semelhante à seguinte: "COVID19: Vacinacao 03/02/2020 as 09:00 na USF Alvalade. Responda: SNS.NUMERO UTENTE.SIM/NAO ate 31.jan Ex: SNS.111111111.SIM". Quando recebe a mensagem, o utente deve confirmar ou recusar a data proposta para o agendamento da vacinação, seguindo a fórmula indicada na mensagem. Face à incerteza quanto ao que acontece no caso de haver uma recusa do agendamento, sugerimos que os utentes façam um esforço para serem vacinados na data agendada.

Caso a unidade de saúde considere conveniente, nomeadamente por não existir contacto de telemóvel registado ou a SMS ficar sem resposta, mesmo após insistência, é feito um contacto telefónico direto. Se, ainda assim, não se conseguir chegar à fala com o utente, ou caso não haja contactos telefónicos disponíveis, é enviada uma carta com a proposta de agendamento.

Na véspera do dia agendado, é enviada, por SMS, ao utente a vacinar uma mensagem a recordar a data e a hora do agendamento.

O portal de autoagendamento para vacinação contra a covid-19 permite que os utentes se inscrevam online e escolham o ponto de vacinação em que pretendem ser vacinados. Ao selecionar esta opção, é-lhes apresentada a primeira data disponível, podendo aceitá-la ou escolher outra mais conveniente. Se não houver vagas disponíveis, pode ficar na lista de espera naquele ponto de vacinação ou optar por uma data, noutro ponto de vacinação. Posteriormente, quem realizou a inscrição receberá uma SMS com a hora exata em que será vacinada, no dia e no ponto de vacinação escolhido, ao qual o utente deve responder, por exemplo, SNS. 111111111. SIM.

Caso tenha alguma das patologias identificadas como prioritárias na administração da vacina, pode verificar se o seu nome está nas listas de vacinação

E se não for seguido pelo Serviço Nacional de Saúde?

Se tiver 12 anos ou mais, e patologias de risco acrescido, mas não for seguido no Serviço Nacional de Saúde, deve obter junto do médico que o/a segue uma declaração médica comprovativa da sua inclusão nas listas prioritárias da vacinação contra a covid-19, de forma a permitir o agendamento automático num agrupamento de centros de saúde (ACES). A declaração médica é emitida eletronicamente, através da prescrição médica eletrónica, e o utente é informado por SMS.

Caso não tenha número de utente, pode solicitar mais informação junto da linha telefónica SNS 24 (opção 3) ou através do formulário para agendamento. Se tiver cartão de cidadão ou alguma vez tiver tido cartão de utente, está automaticamente inscrito como utente do SNS e não necessita de preencher o formulário.

A Direção-Geral da Saúde criou um formulário, caso queira apresentar alguma reclamação e fazer sugestões ou pedidos relacionados com a vacinação. Todas as situações comunicadas serão avaliadas e, caso venha a justificar-se, será efetuado o respetivo encaminhamento para as entidades competentes para investigação.

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