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Covid-19: quem vai ser vacinado e quando

Veja se já está na sua vez de tomar a dose de reforço sazonal da vacina contra a covid-19 (conhecida por “quarta dose”). Descubra de que forma os utentes são contactados.

26 janeiro 2023
seringa dentro de um frasco de vacina contra a covid-19

iStock

As pessoas entre os 18 e os 49 anos que, mesmo não tendo fatores de risco, queiram ser vacinadas contra a covid-19 poderão ter acesso ao reforço sazonal e agendar a vacinação através do Portal do SNS. A decisão deve ser tomada após ponderação individual do benefício-risco e desde que tenham passado no mínimo três meses desde a dose de reforço ou o evento mais recente de infeção por SARS-CoV-2 (é, contudo, recomendado que a vacinação ocorra passados quatro a seis meses).

Os dados mostram que, para este grupo da população, sem comorbilidades de risco, com esquema vacinal primário completo e com a primeira dose de reforço, não há evidência, à data, de que uma segunda dose de reforço dê um benefício significativo relativamente à doença grave. Como tal, a DGS deixa ao critério de cada um a decisão de se vacinar. Entre as razões que podem justificar um segundo reforço da vacina para as pessoas entre os 18 e os 49 anos estão, entre outros:

  • a redução da probabilidade de transmissão da infeção;
  • a diminuição da probabilidade de desenvolverem sintomas;
  • a redução do absentismo laboral, entre outros.

A vacinação de reforço sazonal contra a covid-19 (ou quarta dose), também continua ser administrada a pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, pessoas consideradas de risco e grupos profissionais prioritários.

Quem é vacinado no regime “casa aberta”

Atualmente, todos os utentes com idade igual ou superior a 12 anos recebem a vacinação primária contra a covid-19 em regime de “casa aberta”.

A vacinação de reforço ("segunda ou terceira dose", tendo em conta o esquema primário) está a ser dada a:

  • pessoas com idade igual ou superior a 18 anos que tenham completado o esquema vacinal primário contra a covid-19 há 150 ou mais dias;
  • pessoas inoculadas com a vacina da Janssen há 90 ou mais dias;
  • pessoas dos 18 aos 49 anos que tenham completado o esquema vacinal primário contra a covid-19 e que não tenham sido infetadas há menos de 90 dias.

A chamada “quarta dose” (ou reforço sazonal de outono contra a covid-19) está a ser dada a utentes com idade igual ou superior a 50 anos e aos grupos profissionais prioritários, tais como:

  • profissionais em lares (estruturas residenciais para pessoas idosas), lares de apoio, lares residenciais, centros de acolhimento temporário e instituições similares;
  • profissionais da rede nacional de cuidados continuados (RNCC);
  • bombeiros envolvidos no transporte de doentes e em contacto direto com pessoas alto risco;
  • estudantes em estágios clínicos.

A possibilidade de vacinação na modalidade casa aberta tem-se vindo a alargar à medida que avança a vacinação dos grupos abrangidos pela dose de reforço sazonal.

O que faço para ser vacinado?

Caso pertença a algum dos grupos abrangidos pela modalidade “casa aberta” e queira ser vacinado, dirija-se diretamente ao ponto de vacinação ou ao centro de saúde. A vacinação contra a covid-19 para crianças dos 5 aos 11 anos deverá ser agendada previamente em qualquer ponto de vacinação ou centro de saúde.

A vacinação de reforço sazonal de outono contra a covid-19 para grupos profissionais deverá ser feita com recurso a senhas digitais.

Vacina da covid-19: como sei que é a minha vez?

Nesta fase, em que a maioria das pessoas elegíveis para a dose de reforço sazonal contra a covid-19 já se encontra vacinada, são cada vez menos os que são chamados para levarem a vacina, visto que poderão dirigir-se a um dos locais de vacinação "casa aberta". No entanto, ainda poderão existir utentes a serem chamados para vacinação em data e horário marcados.

Os utentes cuja ficha de utente do Sistema Nacional de Saúde (dos sistemas de informação dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde – SPMS, EPE) referencie que pertencem a grupos elegíveis para a dose de reforço sazonal são contactados por SMS ou chamada telefónica para se deslocarem aos centros de saúde ou de vacinação.

O processo é idêntico em qualquer fase da vacinação. O utente é, primeiro, contactado pelo centro de saúde a questionar se pretende ser vacinado. Depois, é-lhe proposto um agendamento. O contacto é feito preferencialmente por SMS (através do número 2424), para indicar qual a primeira data disponível.

A mensagem será semelhante à seguinte: "COVID19: Vacinacao 12/12/2022 as 09:00 na USF Alvalade. Responda: SNS.NUMERO UTENTE.SIM/NAO ate 30.nov Ex: SNS.111111111.SIM". Quando recebe a mensagem, o utente deve confirmar ou recusar a data proposta para o agendamento da vacinação, seguindo a fórmula indicada na mensagem. Face à incerteza quanto ao que acontece no caso de haver uma recusa do agendamento, a DECO PROTESTE sugere que os utentes façam um esforço para serem vacinados na data agendada.

Caso a unidade de saúde considere conveniente, nomeadamente por não existir contacto de telemóvel registado ou a SMS ficar sem resposta, mesmo após insistência, é feito um contacto telefónico direto. Se, ainda assim, não se conseguir chegar à fala com o utente, ou caso não haja contactos telefónicos disponíveis, é enviada uma carta com a proposta de agendamento.

Na véspera do dia agendado, é enviada, por SMS, ao utente a vacinar uma mensagem a recordar a data e a hora do agendamento.

E se não for seguido pelo Serviço Nacional de Saúde?

Caso não tenha número de utente, pode solicitar mais informação junto da linha telefónica SNS 24 (opção 3) ou através do formulário para agendamento. Se tiver cartão de cidadão ou alguma vez tiver tido cartão de utente, está automaticamente inscrito como utente do SNS e não necessita de preencher o formulário.

Relativamente às pessoas elegíveis para reforço sazonal que não sejam seguidas no Serviço Nacional de Saúde, os médicos assistentes devem emitir uma declaração médica que ateste a elegibilidade da sua vacinação. Esta declaração deve ser impressa e o utente deverá levá-la quando se deslocar a um ponto de vacinação para poder ser vacinado. Esta declaração sobrepõe-se a qualquer informação que exista nos sistemas de informação do SNS.

Que cuidados ter antes de receber a vacina da covid-19?

Caso tenha um teste positivo à covid-19 ou estiver com uma doença aguda grave, com ou sem febre, deve aguardar até estar completamente recuperado para ser vacinado. O objetivo é evitar a sobreposição de sintomas da doença com eventuais efeitos secundários da vacinação.

Se fizer reação anafilática prévia a medicamentos (incluindo vacinas) ou alimentos, deve tomar a vacina em meio hospitalar e por indicação do médico assistente.

Deve ainda informar o profissional de saúde responsável pela administração da vacina, caso tenha:

  • imunodeficiência ou realize terapêutica imunossupressora (incluindo quimioterapia);
  • doenças de coagulação, alteração das plaquetas ou faça terapêutica com anticoagulantes.

Quem já teve covid-19 precisa de ser vacinado?

Não existem informações suficientes para saber se, após uma infeção por covid-19, uma pessoa está protegida contra uma nova infeção pela mesma doença (imunidade natural), nem durante quanto tempo ela se manterá. Os primeiros dados sugerem que a imunidade natural à covid-19 pode não durar muito tempo, mas são necessários mais estudos para compreender melhor a situação.

Assim, e sabendo que não há riscos acrescidos de vacinar quem já foi previamente infetado pelo SARS–CoV-2, mantém-se a indicação de vacinar mesmo os que já foram infetados pelo vírus.

O intervalo recomendado entre vacinação e o evento mais recente (última dose de vacina contra covid-19 ou diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2) é de quatro a seis meses (com um intervalo mínimo de três meses).

As grávidas podem ser vacinadas?

As grávidas com idade igual ou superior a 16 anos devem ser vacinadas contra a covid-19, com uma vacina de mRNA, não sendo necessária declaração médica para o efeito. Não existe idade gestacional limite para o início da vacinação. No entanto, a vacinação contra a covid-19 na grávida deve respeitar um intervalo mínimo de 14 dias em relação à administração de outras vacinas, tais como a vacina contra a tosse convulsa (Tdpa) e a vacina contra a gripe. Não obstante, se necessário, para a vacinação atempada, poderá ser utilizado qualquer intervalo, incluindo a coadministração em relação à vacina contra a gripe e à vacina contra a tosse convulsa. De referir, também, que a amamentação não constitui uma contraindicação para a vacinação contra a covid-19.

Doentes oncológicos devem adiar ou interromper tratamentos para tomar a vacina?

Apesar de ser preferível realizar a vacinação contra a covid-19 antes do início do tratamento oncológico, nenhum tratamento deste tipo deve ser adiado por causa da vacina. Também se estiver em curso um tratamento oncológico, o mesmo não deve ser interrompido para se avançar com a vacinação contra a covid-19. Tal procedimento não obsta a que se respeitem as precauções e circunstâncias especiais que possam advir das normas da Direção-Geral da Saúde para as vacinas contra a covid-19.

A vacinação contra a covid-19 previne a doença?

A vacinação contra a covid-19 não garante que o utente não terá a doença. De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), a evidência científica sugere que a vacinação apresenta benefício na prevenção de doença grave, hospitalização e morte causadas pela infeção pelo SARS-CoV-2, sobretudo nos grupos populacionais mais vulneráveis. Assim, a vacinação contra a covid-19 surge como uma resposta central e de reforço, a par das respostas já existentes, que visa prevenir o surgimento de doença grave e das suas consequências, reduzindo a pressão exercida sobre o sistema de saúde.

Quanto tempo demora a vacina a fazer efeito?

Um vacinado contra a covid-19 só deve considerar-se protegido de doença 14 dias depois da toma da segunda dose da vacina. Este é o período que garante uma resposta robusta por parte do sistema imunitário.

Sabe-se que o vírus SARS-CoV-2 (responsável pela doença covid-19), tal como muitos outros vírus que atingem o sistema respiratório, se transmite através de gotículas expelidas pelo nariz ou pela boca, particularmente ao falar ou tossir. Também pode haver contágio tocando nos olhos, no nariz e na boca após contacto com objetos ou com superfícies contaminadas. Embora o uso de máscaras já não seja obrigatório em muitos locais, a verdade é que cada indivíduo deverá manter todas as medidas de distanciamento e etiqueta respiratória caso tenha sintomas de covid-19 (como febre, tosse, cansaço ou perda de paladar ou olfato, entre outros) mesmo que a doença não tenha sido confirmada com teste laboratorial). Essas medidas serão igualmente eficazes na diminuição de outras doenças virais típicas da época de outono e inverno.

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