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Covid-19: quem vai ser vacinado e quando

O portal de autoagendamento continua a facilitar aos utentes a inscrição online para a vacina. Para usufruírem do regime "casa aberta", devem solicitar uma senha digital no dia em que pretenderem ser vacinados.

10 janeiro 2022 Arquivado
seringa dentro de um frasco de vacina contra a covid-19

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O pedido de agendamento tem sido aberto de acordo com o plano de vacinação, de forma faseada, e permite agendar o dia e o local para ser vacinado. Verifique através do portal de autoagendamento para vacinação contra a covid-19 se pode fazer o seu.

Além disso, existe a modalidade "casa aberta", disponível para a vacinação contra a covid-19 ou contra a gripe de utentes com idade igual ou superior a 60 anos. Esta modalidade está disponível para a dose de reforço destes utentes que não tiveram covid-19 nos últimos 150 dias e já completaram o esquema vacinal há pelo menos 150 dias. Também é possível tirar uma senha digital para:

  • utentes a vacinar com a dose de reforço contra a covid-19, nomeadamente:
    • profissionais de saúde e de outros serviços prestadores de cuidados;
    • profissionais de estruturas residenciais para pessoas idosas e instituições similares;
    • profissionais de rede nacional de cuidados continuados integrados e bombeiros envolvidos no transporte de doentes.
  • utentes com idade igual ou superior a 12 anos que pretendam fazer vacinação primária contra a covid-19;
  • utentes com idade igual ou superior a 40 anos, que tenham sido vacinados com a vacina Janssen há 90 ou mais dias.

Os utentes elegíveis para "casa aberta" que queiram vacinar-se com a dose de reforço terão de efetuar previamente o pedido de senha digital no Portal Covid-19. Para usufruírem desta modalidade, os utentes devem solicitar uma senha no dia em que pretenderem ser vacinados e devem informar-se sobre a disponibilidade do centro de vacinação pretendido. Já no local, poderá ser necessário apresentar documento comprovativo da profissão (se aplicável).

O plano de vacinação contra a covid-19, que arrancou em dezembro de 2020, é dinâmico. As alterações foram definidas de acordo com os objetivos da campanha de vacinação: salvar vidas, através da redução da mortalidade e dos internamentos por covid-19 e da redução de surtos; preservar a resiliência do sistema de saúde, do sistema de resposta e do Estado e mitigar o impacto económico e social da pandemia.

A vacina contra a covid-19 é universal, facultativa e gratuita, pelo que qualquer pessoa elegível a residir no País poderá tomá-la, sem ter de assumir qualquer custo.

A administração da vacina é feita em pontos de vacinação previamente existentes ou adaptados, de acordo com a fase de vacinação e as condições regionais e locais. Tendo em conta a história clínica do doente ou o tipo de vacina, cada pessoa toma uma ou duas doses da vacina. A data da segunda dose é comunicada pelo sistema administrativo do centro de saúde no dia de administração da primeira dose. Perto da data da segunda toma, o utente é contactado com a confirmação do dia e hora, quer tenha sido inscrito pelo portal de autoagendamento ou não. Em alguns casos, estão a ser dadas doses de reforço.

Quatro fases de vacinação contra a covid-19

O processo de vacinação está distribuído em quatro fases.

Numa primeira fase, que começou em dezembro de 2020, foram vacinados os profissionais, residentes e utentes em estruturas residenciais para pessoas idosas, instituições similares e rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCCI).

Ainda nesta fase, foram vacinadas as pessoas entre os 50 e os 79 anos, que tivessem, pelo menos, uma das seguintes patologias:

  • insuficiência cardíaca;
  • doença coronária;
  • insuficiência renal;
  • doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
  • doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

A este grupo de pessoas, juntaram-se todos os idosos com 80 ou mais anos, independentemente de terem ou não qualquer patologia ou comorbilidade, bem como as pessoas com trissomia 21 com 16 ou mais anos.

Posteriormente, e paralelamente à primeira e segunda fases, decorreu a vacinação dos profissionais envolvidos na resiliência dos sistemas de saúde e resposta à pandemia, e do Estado, onde se incluem os profissionais das Forças Armadas, forças de segurança e serviços críticos, bem como:

  • titulares de órgãos de soberania;
  • altos cargos com funções no quadro do estado de emergência;
  • responsáveis da Proteção Civil, Procuradoria-Geral da República e Ministério Público;
  • professores e pessoal não-docente de escolas e creches.

segunda fase abrangeu as pessoas entre os 79 e os 12 anos, sendo que a prioridade seguiu uma ordem decrescente de idades. Foram prioritárias as pessoas com idade igual ou superior a 12 anos transplantadas ou candidatas a transplante e/ou com patologias que causem imunossupressão, doenças neurológicas, doenças mentais, doença hepática crónica, doença cardiovascular, diabetes, neoplasia maligna ativa, insuficiência renal crónica, doença pulmonar crónica, obesidade ou doenças lipossomais. As grávidas, com 16 anos ou mais, também foram vacinadas nesta fase.

Nesta fase puderam ser vacinadas as pessoas que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2 há, pelo menos, seis meses, de acordo com a faixa etária a que pertencem.

terceira fase destina-se à administração de doses de reforço de vacinas mRNA contra a covid-19 a:

  • residentes e utentes de lares (estruturas residenciais para pessoas idosas – ERPI) ou instituições similares e profissionais que lá trabalhem;
  • pessoas com 65 ou mais anos de idade;
  • profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados;
  • bombeiros envolvidos no transporte de doentes;
  • pessoas com 18 ou mais anos com esquema vacinal primário com a vacina da Janssen/J&J.

Devem ser vacinadas as pessoas que pertencem a estes grupos, incluindo as que recuperaram de infeção por SARS-CoV-2.

Para o cálculo da data da vacinação, deve ter-se em conta o evento mais recente entre ou a última dose do esquema vacinal primário ou o diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2 e contar:

  • seis meses (ou, no mínimo, cinco meses), para a inoculação com a vacina de mRNA.
  • três meses, para a inoculação das pessoas com 18 ou mais anos que tenham levado apenas uma dose da vacina da Janssen.

Se o esquema vacinal primário tiver sido realizado com uma vacina de mRNA, a dose de reforço deve ser da mesma marca.

A quarta fase destina-se à vacinação das crianças com 5 a 11 anos, iniciando-se nas que apresentam patologias de risco acrescido (neoplasia maligna ativa, transplantação e imunossupressão) e depois por faixas etárias decrescentes.

A vacinação das crianças de 10 e 11 anos já arrancou. De 6 a 9 de janeiro foram vacinadas crianças entre os 9 e os 7 anos, ficando reservados os dias 15 e 16 para vacinar o grupo dos 6 e 7 anos, enquanto a 22 e 23 deste mês serão vacinadas as crianças de 5 anos.

A vacinação para a comunidade escolar (professores e funcionários de escolas básicas e secundárias, creches e ATL) já começou, no fim de semana de 8 e 9 de janeiro, e irá decorrer na modalidade "casa aberta" em datas que serão posteriormente divulgadas.

Entre 5 de fevereiro e 13 de março serão administradas as segundas doses, altura em que se estima que ficará o esquema vacinal completo para esta faixa etária.

Quando vou ser vacinado?

Mediante a fase em que cada utente se enquadrar, as unidades de vacinação contactam o utente, primeiro, a questionar se pretende ser vacinado e, posteriormente, a propor um agendamento. O contacto é feito preferencialmente por SMS (através do número 2424), para indicar qual a primeira data disponível.

A mensagem será semelhante à seguinte: "COVID19: Vacinacao 03/02/2020 as 09:00 na USF Alvalade. Responda: SNS.NUMERO UTENTE.SIM/NAO ate 31.jan Ex: SNS.111111111.SIM". Quando recebe a mensagem, o utente deve confirmar ou recusar a data proposta para o agendamento da vacinação, seguindo a fórmula indicada na mensagem. Face à incerteza quanto ao que acontece no caso de haver uma recusa do agendamento, sugerimos que os utentes façam um esforço para serem vacinados na data agendada.

Caso a unidade de saúde considere conveniente, nomeadamente por não existir contacto de telemóvel registado ou a SMS ficar sem resposta, mesmo após insistência, é feito um contacto telefónico direto. Se, ainda assim, não se conseguir chegar à fala com o utente, ou caso não haja contactos telefónicos disponíveis, é enviada uma carta com a proposta de agendamento.

Na véspera do dia agendado, é enviada, por SMS, ao utente a vacinar uma mensagem a recordar a data e a hora do agendamento.

O portal de autoagendamento para vacinação contra a covid-19 permite que os utentes se inscrevam online e escolham o ponto de vacinação em que pretendem ser vacinados. Ao selecionar esta opção, é-lhes apresentada a primeira data disponível, podendo aceitá-la ou escolher outra mais conveniente. Se não houver vagas disponíveis, pode ficar na lista de espera naquele ponto de vacinação ou optar por uma data, noutro ponto de vacinação. Posteriormente, quem realizou a inscrição receberá uma SMS com a hora exata em que será vacinada, no dia e no ponto de vacinação escolhido, ao qual o utente deve responder, por exemplo, SNS. 111111111. SIM.

Caso tenha alguma das patologias identificadas como prioritárias na administração da vacina, pode verificar se o seu nome está nas listas de vacinação

E se não for seguido pelo Serviço Nacional de Saúde?

Caso não tenha número de utente, pode solicitar mais informação junto da linha telefónica SNS 24 (opção 3) ou através do formulário para agendamento. Se tiver cartão de cidadão ou alguma vez tiver tido cartão de utente, está automaticamente inscrito como utente do SNS e não necessita de preencher o formulário.

A Direção-Geral da Saúde criou um formulário, caso queira apresentar alguma reclamação e fazer sugestões ou pedidos relacionados com a vacinação. Todas as situações comunicadas serão avaliadas e, caso venha a justificar-se, será efetuado o respetivo encaminhamento para as entidades competentes para investigação.

 

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