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Como sobreviver à síndrome pré-menstrual

É um processo natural e previsível, mas a sua chegada nem sempre é pacífica. Para muitas mulheres, os dias que antecedem a menstruação trazem sensações de irritabilidade, desconforto e dor. Saiba como atenuar os sintomas.

28 novembro 2018
pre menstrual

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A síndrome ou tensão pré-menstrual afeta entre 20 a 40% das mulheres e surge cinco dias antes da menstruação, pelo menos, em três ciclos consecutivos. Para muitas mulheres, essa fase provoca irritabilidade, desconforto e dor.

As causas não são bem conhecidas, mas parece haver uma relação com as alterações hormonais por que passam as mulheres nesse período.

Os sintomas podem ser físicos, emocionais ou comportamentais, repetem-se a cada ciclo e, por norma, aliviam quatro dias após o início da menstruação. Cada mulher experiencia a síndrome pré-menstrual de forma e com intensidades diferentes. Algumas sentem apenas um dos sintomas, outras acumulam vários ao mesmo tempo, o que pode resultar numa combinação dolorosa.

É natural, nesta fase, que algumas mulheres sintam variações de humor, irritabilidade, confusão, ansiedade, depressão, problemas de sono, mudanças no apetite ou na libido. Mas também podem ter sintomas físicos, como inchaço abdominal, dores de cabeça, hipersensibilidade, dor nos seios, aumento de peso ou dores nos músculos ou nas articulações.

Veja o que pode fazer para atenuar os sintomas e ter mais qualidade de vida. Se o desconforto não passar, procure ajuda médica.

Fazer exercício físico

O exercício físico é uma das medidas que podem aliviar os sintomas. A atividade física reduz a fadiga e promove uma sensação de conforto e bem-estar. Andar de bicicleta, caminhar ou nadar durante 30 minutos, três vezes por semana, é o suficiente para se notar a diferença. A prática de um método de relaxamento, como ioga, meditação ou exercícios de respiração, também pode ajudar a diminuir o desconforto.

Recorrer à medicação

Como as causas da síndrome pré-menstrual não são totalmente claras, o tratamento baseia-se no alívio das manifestações. E não há uma receita única, pois cada mulher é diferente, tal como os sintomas. Uma das estratégias pode passar por tomar analgésicos, de prescrição livre, como paracetamol ou ibuprofeno, que aliviam dores de cabeça e a dor abdominal.

Mudar o estilo de vida

Para ver efeitos a longo prazo é necessário mudar o estilo de vida: fazer exercício físico regularmente, dormir 7 a 8 horas, reduzir o consumo de álcool e cafeína e evitar fumar. Caso estas medidas não sejam suficientes, os medicamentos que inibem a ovulação, como a pílula, podem ser uma opção. Também podem ser usados antidepressivos, como a fluoxetina.

Sempre que necessário, procure ajuda médica.

 

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