Alertas

Aparelhos contra a dor vendidos por telefone

02 dezembro 2014
fraude

02 dezembro 2014

Na maioria das 65 reclamações que chegaram desde o início deste ano aos nossos serviços, os queixosos têm mais de 60 anos e a empresa citada é a Magnetocare, que comercializa o produto Magnetofield. Conheça as histórias e como agir em casos semelhantes.

Primeiro, há um contacto telefónico. Em seguida, uma visita para assinar um contrato num valor que pode chegar aos 2 mil euros. O argumento de venda de um aparelho que promete acabar com dores localizadas é tentador para um público escolhido a dedo, a população sénior. O Magnetofield, o produto mais citado, é um aparelho de eletroterapia que, em contacto com a zona afetada, alega atenuar a dor.

Inquérito por telefone lança convite
Jorge Alexandre, da Amadora, foi um dos contactados por telefone para responder a um inquérito sobre a dor. Em março último, aceitou receber um técnico da Magnetocare em casa e assinou um contrato para comprar o aparelho Magnetofield, por 1990 euros. O contrato indicava que Jorge teria de pagar 60 prestações mensais no valor de € 46,53 cada. O aparelho seria entregue num mês, no máximo. 

Contratos semelhantes assinaram Maria do Carmo Faro, de Lisboa, Laurentino Vazquez, de Oeiras, e Ana Porfírio, de Moscavide. Todos se arrependeram alguns dias depois e contactaram os nossos serviços de apoio para saber como cancelar o contrato. O produto tinha também associado um contrato de crédito com uma instituição financeira.

Como se trata de uma venda à distância, o consumidor tem 14 dias após a assinatura do contrato para voltar atrás e desfazer o negócio. Deve comunicá-lo por carta registada com aviso de receção. Ao reagir, deve salientar que pretende também rescindir o contrato de crédito.

Nos casos com a nossa intervenção, a Magnetocare e a Credibom reagiram poucos dias depois após o contacto e indicaram que os contratos se encontravam anulados. A resolução foi rápida, mas a experiência está ainda bem presente na memória dos leitores com quem falámos. “Durante alguns dias, nem dormi bem”, recorda Maria do Carmo Faro.

Exames por levantar para influenciar à compra 
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tem também alertado para campanhas publicitárias, em que os utentes são contactados “em nome” do Serviço Nacional de Saúde, centro de saúde ou do Ministério da Saúde, para análises e exames de rotina.

No local, os consumidores são convencidos a adquirir produtos ou equipamentos que prometem melhorar a sua saúde. A ERS aconselha a não levar qualquer produto para casa, mesmo que pareça gratuito. Se sugerirem algum tratamento, antes de avançar, consulte o seu médico para obter esclarecimentos.

Ao recusar a proposta por telefone, não perde o direito aos cuidados no seu centro de saúde. Se tiver dúvidas ou pretender fazer uma denúncia, contacte os nossos serviços.


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