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Ansiedade e depressão: medicamentos são o principal tratamento

Metade dos inquiridos com depressão

Tristeza. Desinteresse. Ausência de prazer. Sentimento de culpa. Baixa autoestima. Perturbações do sono ou do apetite. Cansaço. Pouca ou nenhuma concentração. Quem sofre de depressão conhece-lhe bem os sinais mais frequentes. Mas, para que a doença possa ser considerada, estas angústias devem permanecer,pelo menos, durante duas semanas. Por vezes, arrastam-se no tempo, noutras são intermitentes, mas em qualquer dos casos têm potencial para afetar todos os aspetos da vida, desde a esfera pessoal à profissional. No limite, surgem pensamentos suicidas, que, porém, nem sempre levam à organização de um plano para pôr fim à vida.

ansiedade é bastante diferente, ainda que muitos indivíduos atingidos por depressão também revelem sinais desta perturbação. Agitação, medo, pânico, fobias, obsessão-compulsão, receio de permanecer em público e stresse pós-traumático podem inscrever-se neste contexto. Também aqui a duração é decisiva. Todos sentimos borboletas na barriga antes de um momento especial. Já não é normal que a ansiedade se mantenha por mais de seis meses.

Não querendo tomar o lugar do médico, a quem cabe a responsabilidade de fixar um diagnóstico rigoroso, começámos por questionar os participantes sobre diversos sintomas, de acordo com escalas validadas. E observámos sinais moderados a graves de depressão em 19% dos inquiridos e de ansiedade em 35 por cento. Um em cinco admite que chegou a faltar à escola ou ao trabalho, e igual proporção diz receber a visita de pensamentos suicidas com alguma frequência.

Quando interrogados sobre se sofrem ou já sofreram de depressão, quase metade dos participantes no estudo reconhecem que sim (46 por cento). No caso daansiedade, o número sobe para 54 por cento.

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E quais são os gatilhos destes estados? Sobretudo as dificuldades financeiras, e, ainda de forma mais vincada, no caso dos homens. Metade dos inquiridos do sexo masculino que disseram sofrer ou ter sofrido de depressão ou ansiedade reportam a falta de dinheiro como a principal causa, número que desce para 44% no caso das mulheres. Os problemas familiares parecem demonstrar mais impacto no equilíbrio emocional feminino: 47% das mulheres referem ser esta a origem das suas perturbações. Ainda assim, 37% dos homens e 18% das mulheres nunca fizeram um tratamento para atacarem os problemas. Porquê? Na maioria das vezes, por considerarem que têm capacidade para ultrapassar as dificuldades sozinhos.

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E, quando resolvem tratar-se, qual é a solução? Sobretudo antidepressivos, respondem dois em três doentes. Mas também ansiolíticos, em 57% dos casos, e outros fármacos, por exemplo, para dormir, em 38 por cento. A maioria tomou estes medicamentos durante mais de um ano (78 por cento). As abordagens sem fármacos são muito menos comuns. Por exemplo, a psicoterapia chegou apenas a uma minoria de 7% dos pacientes. E igual percentagem seguiu um tratamento não-convencional, como a acupuntura.

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