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Álcool: portugueses no top do consumo

27 maio 2014

27 maio 2014

Cada português consome cerca 13 litros de álcool por ano, empurrando o País para o 11.º lugar dos bebedores ao nível mundial.

O Relatório Mundial sobre Álcool e Saúde 2014, da Organização Mundial da Saúde (OMS), coloca Portugal entre os maiores consumidores de álcool do mundo, sendo apenas ultrapassado pela Eslováquia, República Checa, Hungria, Andorra, Ucrânia, Roménia, Rússia, Lituânia, Moldávia e Biolorrússia, cujo consumo varia entre 13 e 18 litros. Os mauritanos, os líbios e os paquistaneses estão entre os que menos bebem, com uma média anual de apenas 0,1 litros por ano.

Ao nível nacional, os homens bebem mais do dobro das mulheres (19 litros anuais contra 8) e também sofrem mais de doenças associadas ao álcool, como cirrose do fígado. Estão também mais envolvidos em acidentes de viação. Segundo a OMS, um quinto dos acidentes está associado à ingestão de bebidas alcoólicas.

Um quinto dos portugueses com excessos ocasionais 
O relatório revela ainda que um quinto dos portugueses com mais de 15 anos pratica o chamado binge drinking, caracterizado pela ingestão de grande quantidade de álcool (mais de 60 gramas de álcool puro) numa única ocasião. Este comportamento é mais comum entre os jovens: um terço dos rapazes e um quarto das raparigas entre os 15 e os 19 anos adotou-o, pelo menos, uma vez, em 2010. As consequências para a saúde a curto e a longo prazo são preocupantes, até porque o organismo dos mais novos está menos preparado para metabolizar o álcool e é mais sensível aos seus efeitos. Por isso, as organizações internacionais, como a OMS, combatem o consumo de qualquer bebida alcoólica antes dos 18 anos.

Em Portugal, é proibida a venda de bebidas espirituosas a menores, mas permite-se a venda de cerveja e vinho a partir dos 16 anos, deixando a porta aberta ao consumo e à dependência precoces. Estas exceções não têm razão de ser. Já o defendemos desde que a medida começou a ser discutida e reafirmamos a posição. É preciso alterar a lei e impedir a venda de qualquer bebida alcoólica a menores de 18 anos, porque não há álcool inócuo e a saúde pública não pode subjugar-se aos interesses da indústria. 


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