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Ar interior: dicas para melhorar

03 outubro 2014
qualidade do ar interior

03 outubro 2014

Em casa, no carro, no trabalho ou na escola, os poluentes que habitam os ambientes fechados contribuem para vários problemas de saúde: pequenas alergias ou até doenças graves, como doença obstrutiva crónica e cancro. Ventilar bem é a principal medida para manter a qualidade do ar interior.

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A poluição do ar é provocada por uma mistura de substâncias lançadas no ar ou resultantes de reações químicas. As suas origens são várias, desde os grandes emissores, como os sectores da indústria e dos transportes, até às fontes naturais, onde se inclui o radão emitido pelos solos graníticos e as partículas provenientes dos desertos do norte de África ou dos incêndios florestais. 

Mas a poluição não afeta só o exterior. Encontra-se também no interior dos edifícios, onde a concentração de poluentes é, frequentemente, superior à encontrada na rua.

O nível de humidade e a temperatura condicionam também o conforto. Por isso, estão cada vez mais generalizados os aparelhos de climatização (aquecimento e refrigeração), que requerem isolamento adequado para se minimizarem as perdas de calor com o exterior. Reverso da medalha: a reduzida ventilação não garante a renovação de ar em quantidade suficiente para diminuir ou mesmo dissipar os contaminantes do ar em espaços fechados, como a nossa casa, a escola, o trabalho ou até o carro.

As crianças, os idosos e indivíduos com problemas respiratórios são mais sensíveis. Podem surgir alergias, afeções respiratórias que se agravam com o tempo, problemas cardíacos, alterações hormonais e mesmo cancro. Com algumas medidas simples, é possível minimizar os riscos. Em casa, na escola, no escritório ou no carro, conheça as principais fontes de poluentes:

  • produtos químicos presentes em produtos de limpeza e higiene pessoal, ambientadores elétricos, produtos impermeabilizadores, inseticidas, equipamentos elétricos e eletrónicos, etc.;
  • materiais de construção e revestimentos, como amianto em tetos antigos, mobiliário, painéis de aglomerado de madeira e contraplacado, tintas e vernizes, tapetes e têxteis;
  • gases provenientes do exterior: radão, ozono e outros poluentes, como partículas e óxidos de azoto, gerados pelos transportes e pela indústria;
  • o ser humano e os animais domésticos libertam dióxido de carbono, partículas, bactérias e fungos.