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Alergias: como tratar e prevenir

20 junho 2019
alergias

Medicação e cuidados no dia-a-dia ajudam a reduzir os sintomas das alergias. Se é alérgico ao pólen, há uma ferramenta online que pode ajudar.

Diagnóstico: testes alérgicos

Para identificar o responsável pela alergia, é importante conhecer a história clínica do paciente. Quando esta não é suficiente, um teste cutâneo ou uma análise ao sangue podem dar a resposta.

Utilizados com frequência, os testes cutâneos consistem em expor áreas muito pequenas da pele a soluções pré-preparadas com quantidades ínfimas de substâncias potencialmente alergénicas. São úteis para testar a sensibilidade de uma pessoa a várias substâncias, desde fungos e veneno de insetos a alimentos e medicamentos. No caso dos alimentos são necessários outros exames adicionais (por exemplo testes de provocação) para confirmar ou excluir a alergia.

Antes de fazer um teste cutâneo, pode ser necessário interromper alguma medicação, como os anti-histamínicos, que provocam um resultado falsamente negativo no teste.

Existem três tipos de testes cutâneos

  • No teste da picada, o local a picar é limpo com álcool. Sobre a pele são colocadas gotas de várias soluções, cada uma com um potencial alergénio e separadas por uma distância de 2 a 5 centímetros entre si. A pele é picada com uma agulha, através das gotas, para que a solução penetre na camada superficial. Se for alérgico a esse agente, 15 a 20 minutos depois, a pele fica avermelhada, formando uma pápula e provocando comichão.
  • No teste intradérmico, a solução com o alergénio é injetada com uma agulha e penetra mais profundamente na pele. Tal como no teste da picada, se houver alergia, os sintomas aparecem 15 a 20 minutos depois. Este teste é utilizado quando os resultados do teste de picada são negativos, mas ainda há suspeitas de que o paciente possa ser alérgico à substância.
  • Já o teste de contacto é muito utilizado para detetar uma alergia da pele chamada "dermatite de contacto" (por exemplo, aos metais de certos acessórios). Nesta análise, são colocados adesivos embebidos com as substâncias suspeitas em contacto com a pele, geralmente nas costas. Aí ficam, no máximo, até dois dias, durante os quais não deve tomar banho ou fazer esforços físicos que causem muita transpiração, para evitar que os adesivos descolem. Quando estes são retirados, verifica-se se há sinais de reação alérgica.

Teste RAST (radioalergoabsorvente) 

Entre outros fins, permite determinar qual a substância a que a pessoa é mais alérgica, em caso de testes cutâneos repetidamente positivos a alergénios diferentes. É utilizado numa fase inicial de despiste ou quando não é possível recorrer aos testes cutâneos, devido a inflamações na pele ou à impossibilidade de interromper tratamentos com anti-histamínicos, por exemplo. Consiste numa análise ao sangue, para quantificar os anticorpos da classe IgE, libertados em reações alérgicas, face a um determinado alergénio ou grupo de alergénios (por exemplo, vários alimentos). Os níveis de imunoglobulina (anticorpos) estão, muitas vezes, elevados em pessoas que têm alergias ou asma e também em quem tem parasitas no intestino.

Teste de provocação

É utilizado em adultos e crianças. No caso destas, como último recurso, depois de outros testes, para despistar alergias alimentares. Consiste em colocar a criança em contacto direto com quantidades crescentes do alimento suspeito. Porque podem ocorrer reações graves, este tipo de teste só pode ser feito por indicação médica, num hospital e sob vigilância de um profissional de saúde, durante 24 horas. Também se usa este tipo de teste no caso de suspeita a alergias a medicamentos.