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Álcool: efeitos do consumo e dicas para pais

16 maio 2019
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16 maio 2019

O consumo de álcool em Portugal diminuiu desde 2015 e há menos internamentos hospitalares por hepatite e cirrose alcoólicas. Mas houve agravamento dos consumos de risco ou dependência. Conheça os efeitos nocivos.

Risco de dependência

O diagnóstico de alcoolismo obtém-se com questionários sobre os hábitos e análises ao sangue, que indiciem perturbações no fígado. Fala-se de abuso se o excesso é recorrente, por mais de um ano e potencia situações perigosas (na condução, por exemplo), com consequências graves, como faltas ao trabalho ou à escola. Quando há dependência, sente-se desejo obsessivo e incontrolável de ingerir maior quantidade para obter os mesmos efeitos. Sintomas de privação, como tremor, suores, náuseas e ansiedade, surgem nas 4 a 12 horas seguintes sem beber.

O questionário AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test) permite a deteção precoce de consumos e dependência. Desenvolvido e recomendado pela Organização Mundial da Saúde, deve ser preenchido com a ajuda de um profissional de saúde. Mais simples, o questionário CAGE, criado por um centro de estudos do álcool norte-americano, identifica os principais sintomas de dependência. Uma resposta positiva sugere um risco baixo, mas exige vigilância apertada. Mais de um “sim” revela um problema de abuso de álcool.

Questionário CAGE

  1. C (cut down ou diminuir): Alguma vez sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida?
  2. A (annoy ou aborrecer): As pessoas aborrecem-no porque criticam o seu modo de beber?
  3. G (guilt ou culpa): Sente-se culpado pela maneira como bebe?
  4. E (eye opening ou despertar): Costuma beber de manhã para diminuir o nervosismo ou ressaca?