Dicas

Saúde digestiva: dicas para evitar problemas

27 junho 2012

27 junho 2012

Dieta saudável, exercício físico, sono em dia e rastreio do cancro do cólon entre os 50 e os 55 anos ajudam a prevenir complicações gastrentestinais.

Responsável por transformar os alimentos nos nutrientes que permitem o bom funcionamento do organismo, o sistema digestivo percorre um longo caminho, entre a boca e o ânus, passando por órgãos como o estômago, o fígado e os intestinos.

Stresse, alimentação, consumo de tabaco e álcool e estilo de vida perturbam ou favorecem o percurso dos alimentos. No primeiro caso, podem dar origem a sintomas como barriga inchada após as refeições, prisão de ventre, fadiga persistente, arrotos e refluxo. Os sintomas podem ou não evoluir. Por exemplo, o refluxo gástrico tanto pode surgir após um “pecado” gastronómico e ser transitório, como aparecer com frequência e tornar-se uma doença.

Estilo de vida com impacto

  • As mulheres tendem a revelar mais problemas digestivos do que os homens. Por um lado, contam com um funcionamento intestinal pior, provavelmente devido a causas hormonais, e, por outro, são mais permeáveis ao stresse, sobretudo quando estão sujeitas a uma sobrecarga de atividades e obrigações ao longo do dia.
  • A saúde digestiva degrada-se quando o indivíduo dorme menos de 6 horas por noite e fuma mais de 10 cigarros por dia. Pelo contrário, 1 a 3 cafés diários podem ser benéficos para algumas pessoas.
  • Indivíduos muito abaixo ou acima do peso normal têm mais hipóteses de sofrer de problemas digestivos. Mas os primeiros são mais suscetíveis.
  • Quem mantém uma dieta à base de carne, fritos, gorduras saturadas e fast food evidencia mais problemas do que quem se alimenta sobretudo de peixe, fruta e legumes. Os que abusam do sal, açúcar e doces estão ao nível do primeiro grupo. Não pense que é possível dar largas à gula e depois querer compensar com alimentos para baixar o colesterol: não resulta.

Estômago e intestinos em forma

  • Se sentir um incómodo, mostrar dificuldades digestivas, perder o apetite, alterar os hábitos do intestino, tiver vómitos frequentes ou revelar dificuldade em engolir, procure o médico. Tanto pode ser algo simples, quanto um alerta para situações mais complicadas, como um tumor. Sangue ou muco nas fezes também devem justificar uma visita ao profissional de saúde.
  • Entre os 50 e os 55 anos, não descure o rastreio do cancro do cólon. No caso de serem detetados e eliminados pólipos, diminui a probabilidade de vir a sofrer de tumor. Se, na família, houver carga hereditária, o rastreio deve ser iniciado 10 anos antes da idade em que o familiar mais novo teve o problema. Mas, a ter ocorrido aos 80 anos, deve começar aos 50. Se teve aos 45, há que iniciar entre os 35 e os 40.
  • Siga uma dieta equilibrada, à base de peixe, fruta e legumes. Modere a carne, os fritos, os doces e a fast food. Tabaco, álcool e café em excesso e sono em défice pioram a saúde digestiva. Já o desporto 3 vezes por semana tem impacto positivo.

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