Dicas

Reduzir o risco de acidente vascular cerebral

18 fevereiro 2020
pessoa desmaiada no chão após AVC

Controlar o colesterol e a tensão arterial, não fumar e praticar atividade física ajudam a reduzir o risco de AVC. Conheça os sinais de alerta.

O AVC é um défice neurológico súbito provocado por falta de irrigação ou hemorragia numa zona do cérebro, devido à obstrução ou à rutura de um vaso sanguíneo. Nessa altura, o cérebro não obtém o oxigénio de que necessita e as células sofrem danos ou morrem, pondo em causa a normal execução das atividades essenciais ao organismo. As consequências podem ir do praticamente irrelevante até à morte, consoante a localização e a extensão da lesão.

Quando ficam marcas, as mais comuns são os distúrbios da função motora (50 a 80% dos casos), que incluem, por exemplo, fraqueza dos membros de um lado do corpo, problemas de postura e dificuldade em andar. A capacidade de raciocínio, a memória e a linguagem também podem ser afetadas. As terapias de reabilitação são fundamentais para recuperar as funcionalidades.

Viver com menos risco

Os principais responsáveis pelo desenvolvimento de um AVC são a arteriosclerose, a hipertensão arterial, o tabagismo, o colesterol elevado, a diabetes, o excesso de peso, o sedentarismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o uso de drogas ilícitas.

Alguns fatores de risco, como a idade, a raça e história familiar são incontornáveis, mas outros podem ser reduzidos ou eliminados com alterações no estilo de vida ou através de medicação. Seguir uma alimentação saudável, rica em legumes, fruta e cereais, e pobre em sal, açúcares e gorduras saturadas, associada à prática regular de exercício físico, é o ponto de partida para prevenir. Os fumadores devem procurar ajuda para deixar o tabaco.

Atenção aos sintomas

Os sinais de alerta mais frequentes são a assimetria facial (boca ao lado), dificuldade em falar e falta de força num membro (braço ou perna). Além destes, pode ocorrer, subitamente, dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo, alterações da marcha, fala arrastada ou discurso incompreensível, e visão dupla ou perda do campo de visão. Confusão mental, fortes dores de cabeça súbitas e, em alguns casos, perda de consciência são outras manifestações.

Na presença de sinais suspeitos, peça à vítima para sorrir e para levantar os braços, e tente conversar. Se o sorriso for assimétrico, só conseguir levantar um braço ou tiver dificuldade em falar, ligue de imediato para o 112.

Em regra, a evolução e o prognóstico são melhores em doentes que beneficiam de cuidados de saúde adequados nas três horas após o ataque. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) orienta os doentes para o hospital adequado, preferencialmente com uma unidade de tratamento especializado de AVC, onde o diagnóstico é confirmado e o tratamento iniciado.

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