Dicas

Reduzir o risco de acidente vascular cerebral

01 agosto 2012

01 agosto 2012

O AVC é a primeira causa de morte e o principal motivo de incapacidade nos nosso país. Muitos casos podem ser evitados com um estilo de vida saudável.

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma causa comum de doença e mortalidade na Europa, sendo a primeira causa de morte em Portugal e o principal fator de incapacidade nos adultos. A taxa de mortalidade no nosso país, uma das mais elevadas na União Europeia, é de cerca de 200 por 100 mil habitantes.

O AVC ocorre quando o fornecimento de sangue ao cérebro é subitamente bloqueado ou reduzido. Nessa altura, o cérebro não obtém o oxigénio de que necessita e as células sofrem danos ou morrem, pondo em causa a normal execução das atividades essenciais ao organismo.

Viver com menos risco
Os principais responsáveis pelo desenvolvimento de um AVC são a arteriosclerose, a hipertensão arterial, o tabagismo, o colesterol elevado (dislipidemia), a diabetes, o excesso de peso, o sedentarismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Alguns destes fatores não podem ser modificados, mas outros devem ser reduzidos ou eliminados com mudanças do estilo de vida ou através de medicação. Seguir uma alimentação saudável, rica em legumes, fruta e cereais, e pobre em sal, açúcares e gorduras saturadas, associada à prática regular de exercício físico, é o ponto de partida para prevenir. Os fumadores também devem eliminar os seus hábitos tabágicos.

Atenção aos sintomas
Os sinais de alerta mais frequentes são a assimetria facial (boca ao lado), dificuldade em falar e falta de força num braço. Além destes, pode ocorrer súbita dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo, alterações da marcha, fala arrastada ou discurso incompreensível, e visão dupla ou perda do campo de visão. Confusão mental, fortes dores de cabeça súbitas e, em alguns casos, perda de consciência são outras manifestações.

Na presença destes sinais, não perca tempo e ligue de imediato para o 112. Em regra, a evolução e o prognóstico das vítimas são melhores em doentes que beneficiam de cuidados de saúde adequados nas primeiras 3 horas após o ataque. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) orienta os doentes para o hospital adequado, preferencialmente com uma unidade de tratamento especializado de AVC, onde o diagnóstico é confirmado e o tratamento iniciado.

Tratamento e reabilitação
Depois de o AVC ter sido diagnosticado, o tratamento passa pelo controlo e/ou eliminação dos fatores de risco, pela administração de medicamentos para ajudar a desfazer os trombos e a prevenir novos coágulos e, em alguns casos, como acontece no AVC hemorrágico, pela cirurgia.

Nas semanas que se seguem ao ataque, as vítimas enfrentam vários problemas ou incapacidades, como paralisia, dificuldades com a linguagem e de memória. Quando a situação clínica estabiliza, inicia-se a reabilitação. A fisioterapia, terapia da fala e terapia ocupacional são algumas das técnicas que ajudam a recuperar as funções afetadas.


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