Dicas

Menopausa: combater sintomas com vida ativa

30 março 2012

30 março 2012

Nesta etapa natural da vida, muitas mulheres queixam-se de afrontamentos, irritabilidade e insónias. Se os sintomas forem muito intensos, discuta com o médico os eventuais tratamentos.

Se as queixas forem intensas e prejudicarem o quotidiano, discuta com o médico sobre a utilidade de uma terapia hormonal de substituição (THS). O recurso a estes tratamentos baixou significativamente desde 2002, após a descoberta de riscos.

Por vezes, a menopausa não causa sintomas ou estes podem ser atenuados com algumas medidas. Estar bem informada é o primeiro passo para entrar nesta nova fase da vida de forma positiva.

Sintomas frequentes da menopausa

  • Menstruação irregular.
  • Afrontamentos e suores noturnos.
  • Problemas de sono.
  • Irritabilidade, angústia e tristeza.
  • Dores de cabeça e fadiga.
  • Aumento do peso.
  • Secura vaginal e diminuição do desejo sexual.
  • Aumento da frequência e urgência urinária.

Vida ativa, bebidas frescas e roupa leve
A menopausa é uma fase normal da vida da mulher e, em muitos casos, não requer tratamento. Por vezes, a menopausa não causa sintomas ou estes podem ser atenuados com algumas medidas:

  • Para os afrontamentos e suores repentinos, evite o tabaco, bebidas quentes e refeições muito condimentadas. Vista várias camadas de roupas leves, que possa tirar quando os calores subirem. Aplique uma compressa fria no pescoço.
  • Os lubrificantes vaginais atenuam a secura e as dores durante as relações sexuais.
  • Acordar e deitar-se sempre à mesma hora minimiza as insónias. Evite bebidas com cafeína e álcool à noite. Mantenha o quarto fresco.
  • A vida ativa, o exercício, os grupos de apoio social e o diálogo com outras mulheres na menopausa ajudam a combater estados depressivos.

Consultas e exames anuais
Ao entrar na menopausa, vá ao médico de família ou ginecologista para avaliar o seu historial clínico e realizar uma observação geral, incluindo medição da tensão arterial, mamografia, rastreio do colo do útero e eventual ecografia pélvica.

Nos casos em que a THS é indicada, deve tomar-se a dose mínima eficaz. Geralmente, recorre-se a tratamentos combinados, com estrogénios e progestagénios, já que a utilização isolada de estrogénios aumenta o risco de cancro do útero. A administração de progesterona é dispensável em mulheres histerectomizadas, pois já não têm útero.

Não falhe as consultas regulares, pelo menos, uma vez por ano.

Um processo natural
A menopausa resulta de um processo biológico, geralmente, entre os 45 e os 55 anos. Na fase transitória, durante a qual ocorre um declínio progressivo da função ovárica, surgem flutuações hormonais, que se manifestam por irregularidades menstruais. Até à carência total de estrogénios e à interrupção definitiva das menstruações, podem decorrer, em média, 4 ou 5 anos.

Considera-se que a mulher entrou na menopausa após um ano sem período menstrual. Em caso de alterações menstruais antes dos 45, é necessário fazer exames e análises ao sangue (prolactina, TSH e FSH) para excluir outras perturbações. Podem dever-se simplesmente a uma menopausa precoce hereditária: 1% das mulheres entram na menopausa mais cedo.

A menopausa precoce pode também ser causada por uma cirurgia (ablação dos ovários, por exemplo) ou de tratamentos oncológicos com quimio ou radioterapia. Nesta menopausa artificial, a privação de estrogénios é repentina, podendo gerar queixas mais intensas. Nalgumas mulheres, afetam a qualidade de vida e prolongam-se por meses ou anos.

Na fase de transição, ainda é possível engravidar, especialmente se a mulher tiver ciclos mentruais mensais e relações sexuais regulares. Por isso, é aconselhável usar um método contracetivo. O mesmo é válido após iniciar uma terapia hormonal de substituição, já que esta não funciona como contracetivo.


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