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Leucemia: a importância de doar medula

04 abril 2019
leucemia

04 abril 2019
Estima-se que as leucemias afetem cerca de 1000 portugueses todos os anos. O transplante de medula óssea pode salvar a vida de alguns destes doentes.

A leucemia é um cancro do sangue que afeta os glóbulos brancos. A doença tem origem nas células da medula óssea, tecido esponjoso que está dentro dos ossos e é responsável pela produção das células sanguíneas, mas desconhecem-se as suas causas específicas.

Segundo a Associação Portuguesa contra a Leucemia, a doença atinge cerca de mil portugueses todos os anos. Na última década, muitos progressos foram feitos nos tratamentos, nomeadamente ao nível das técnicas de transplantação de medula, que permitiram aumentar a taxa de sobrevivência dos doentes de 30 para 80 por cento.

Para muitos, esta é mesmo a única possibilidade de cura. Quando não existe um dador compatível na família, dependem da disponibilidade de todos os que se inscrevem nos registos nacionais e internacionais de dadores de medula óssea.

O que é a medula óssea

A medula óssea é um tecido esponjoso que ocupa o interior dos ossos. É nesse tecido que existem células progenitoras (“stem cells”), ou seja, células com capacidade de se diferenciarem e dar origem a qualquer célula do sangue periférico como as hemácias (glóbulos vermelhos) ou os leucócitos (glóbulos brancos).

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Apesar de genericamente se falar de transplantação de medula óssea, na verdade, trata-de de uma reinfusão ou transfusão no doente de células progenitoras da medula do dador. Estas células vão substituir as células doentes e são responsáveis pela formação de novas células saudáveis.

A colheita de células para transplante é feita no bloco operatório (no caso de medula óssea, sob anestesia geral), ou no hospital de dia, quando é por citaferese - colheita feita em sangue periférico, através de um cateter ou de duas veias, não sendo necessária anestesia. 

Como funciona o registo de dador

Ser dador de medula óssea pode ser sinónimo de salvar vidas. Mas, antes de se inscrever como dador, deve ponderar as implicações. Pode desistir da doação a qualquer momento depois de se ter cadastrado, mas se for um potencial dador com compatibilidade com um doente, uma decisão tardia relativamente à desistência pode ser fatal para o doente. Durante o processo de preparação para o transplante o doente recebe altas doses de quimioterapia e a capacidade do organismo para se defender fica muito reduzida. Assim, se houver uma desistência, na maior parte dos casos não há tempo para localizar outro dador compatível. 

O procedimento de coleta das células-tronco da medula óssea é seguro, mas podem ocorrer alguns efeitos secundários relacionados com a anestesia e a coleta: dor local, que é facilmente controlada com analgésicos comuns, e anemia, relacionada com o volume retirado (em geral, é leve e de fácil controlo).

A dádiva de medula consiste cada vez mais numa simples colheita de sangue. O potencial dador faz uma primeira análise ao sangue e os dados são enviados para uma base informática nacional e internacional. Caso se verifique que pode ser compatível com um doente, o dador é contactado para fazer exames suplementares.

Confirmada a compatibilidade, avança-se para a colheita. Hoje em dia, opta-se geralmente pela recolha de células progenitoras através de uma colheita de sangue (citaferese), método menos invasivo e menos doloroso do que a recolha de medula óssea. Já em laboratório, procede-se à recolha das células estaminais, que são de seguida congeladas até ao transplante.

Considerando todas estas abordagens, aproximadamente 80% de todos os doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível. Esta percentagem subiu significativamente (em 1991 era 41%) depois do esforço que foi feito mundialmente no recrutamento de dadores. No entanto, é preciso notar que nem todos os doentes para os quais foi identificado um dador idêntico chegaram à fase do transplante.

Para ser dador, basta ter entre 18 e 45 anos, mais de 50 quilos e altura superior a 1,5 m, ser saudável e não ter recebido transfusões de sangue desde 1980. Se reúne estas condições, inscreva-se no CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão), nos Centros de Histocompatibilidade do Sul, Centro ou Norte, ou num hospital.

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