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Como tratar infeções urinárias

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A maioria das infeções urinárias é causada por uma bactéria. Se não desaparecer em dois ou três dias, deve ser tratada com antibióticos. Conheça os produtos sem eficácia comprovada.

  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Fátima Ramos
07 agosto 2019
  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Fátima Ramos
infecoes urinarias

iStock

As infeções urinárias são mais frequentes nas mulheres, devido à própria anatomia feminina, mas também por motivos hormonais. Estima-se que metade sofra, pelo menos, um episódio ao longo da vida e que, em cerca de 25% dos casos, volte a aparecer. Regra geral, não é grave, mas pode causar dor e um grande desconforto. Por norma, passa ao fim de dois ou três dias sem tratamento específico. A dor pode ser aliviada com analgésicos e anti-inflamatórios (ibuprofeno). Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de reinfeção.

Se os sintomas persistirem, vá ao médico, para evitar que a infeção suba ao longo do trato urinário (ureteres) até aos rins.

Em cerca de 80 a 90% dos casos, as infeções urinárias são causadas pela bactéria Escherichia coli (E. Coli), presente habitualmente no cólon e reto. Por isso, os antibióticos são a primeira escolha para o tratamento. Produtos à base de arando, manose, barbas de milho e afins não têm eficácia comprovada.

Se não sentir melhoras ao fim de três dias ou se sofrer infeções repetidas, volte ao médico. Poderá ser necessário fazer alguns exames, nomeadamente uma análise à urina, para identificar o microrganismo implicado, e adaptar a medicação. Quando o problema persiste, pode ser indicado o uso prolongado (três a seis meses) de antibióticos em baixa dose.

Há ainda casos de infeções relacionados com a atividade sexual, que surgem por sistema um ou dois dias após o coito. Nestas situações, a profilaxia com antibiótico pode ser feita pontualmente, com a toma de um único comprimido de antibiótico após cada relação sexual.

Por fim, para as cistites recorrentes causadas pela bactéria E. Coli (as mais frequentes), existe também uma vacina, cuja taxa de sucesso ronda os 40 por cento. Esta vacina em comprimidos, a tomar diariamente durante três meses, atua estimulando as defesas naturais do organismo, com a vantagem de não alterar a flora intestinal e vaginal nem a taxa de resistência aos antibióticos.

 

 

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