Dicas

Hepatite A: o que é, como se transmite e como prevenir

Outros tipos de hepatite

Hepatite B

A infeção é transmitida através do contacto com sangue, sémen ou outros fluidos corporais de uma pessoa infetada. 

As formas mais comuns de contágio são:

  • relações sexuais desprotegidas;
  • partilha de seringas e de outro material utilizado para injetar drogas;
  • tatuagens e pírcingues feitos com material não esterilizado;
  • tratamentos de acupuntura (com agulhas não esterilizadas).

Por isso, é aconselhável:

  • não partilhar objetos cortantes ou perfurantes, como tesouras, lâminas, corta-unhas, etc.;
  • não partilhar seringas nem outro material utilizado para injetar drogas;
  • usar preservativo;
  • utilizar instrumentos esterilizados e agulhas descartáveis na prática de tatuagens, pírcingues e acupuntura.

A vacina da hepatite B integra o Programa Nacional de Vacinação e é administrada a recém-nascidos. É também aconselhada a crianças e grupos de risco. 

Dos grupos de risco fazem parte pessoas que mantêm relações sexuais com infetados, com múltiplos parceiros sexuais ou com portadores de doenças sexualmente transmissíveis; consumidores de drogas injetáveis; pessoas que vivem com doentes crónicos; profissionais que contactem com sangue e doentes sujeitos a hemodiálise.

Hepatite C

O contágio ocorre através do contacto com sangue de uma pessoa infetada, por exemplo, através de:

  • partilha de agulhas, seringas, escovas de dentes, lâminas, corta-unhas, tesouras, pírcingues;
  • relações sexuais desprotegidas (menos frequente);
  • transmissão de mãe para filho durante o parto (risco de 5%).

Mas há medidas de prevenção do contágio:

  • evitar a partilha de escovas de dentes, lâminas, corta-unhas, tesouras, pírcingues e outros objetos de uso pessoal que possam ter sangue contaminado;
  • não partilhar seringas nem outro material utilizado para injetar ou inalar drogas;
  • usar preservativo;
  • desinfetar feridas e protegê-las com pensos e ligaduras;
  • utilizar instrumentos esterilizados e agulhas descartáveis na prática de tatuagens, pírcingues e acupuntura;
  • evitar transfusões de sangue não urgentes em países subdesenvolvidos, onde as transfusões não sejam sujeitas a despiste do vírus da hepatite C;
  • moderar o consumo de álcool, uma vez que, por razões que a ciência desconhece, uma em cada cinco pessoas com doença hepática alcoólica crónica desenvolve o vírus da hepatite C, mesmo na ausência de outros fatores de risco. 

Nos grupos de risco encontram-se toxicodependentes e pessoas que receberam transfusões de sangue ou derivados antes de 1992. Só com a introdução dos testes do vírus da hepatite C nas transfusões de sangue, em 1991, é que estas passaram a estar isentas deste risco.

Não há vacina que previna o contágio do vírus da hepatite C