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Dar sangue: tudo o que precisa de saber

O sangue e os seus componentes são utilizados em muitos tratamentos e podem ser necessários em procedimentos cirúrgicos. Doá-lo é salvar vidas. Respondemos a algumas dúvidas sobre a dádiva de sangue.

28 março 2022
mulher a dar sangue

iStock

Em 2020, foram feitas 287 958 dádivas de sangue, uma quebra face a 2019, ano em que os serviços de colheita registaram um total de 310 311 dádivas, de acordo com dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). Manter as reservas de sangue em níveis estáveis é crucial para salvar vidas. Respondemos às principais dúvidas sobre a dádiva de sangue.

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Quem pode dar sangue?

Todas as pessoas saudáveis, entre os 18 e os 65 anos e um peso mínimo de 50 quilos são elegíveis para dar sangue.

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É preciso inscrição prévia para dar sangue?

Não. Basta deslocar-se a um local de colheita de sangue e identificar-se com um documento de identificação válido com fotografia (por exemplo, bilhete de identidade ou cartão de cidadão). Deverá preencher um questionário com algumas perguntas sobre doenças anteriores, uso de medicação, viagens recentes e outros fatores que possam comprometer a dádiva. O dador deve formalizar o seu consentimento para a dádiva por escrito (preenchimento do consentimento informado) e deve responder com verdade, consciência e responsabilidade às questões que lhe são colocadas.

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Em que locais posso dar sangue?

Para dar sangue, deve dirigir-se a uma sessão de colheita ou a um serviço de colheita de sangue. O site dador.pt permite pesquisar os locais para as dádivas em cada distrito do País.

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Quando tempo demora a colheita de sangue?

Regra geral, a dádiva demora entre oito e 15 minutos. São colhidos entre 405 e 495 mililitros de sangue total, menos de 10% da totalidade de sangue que circula no corpo de uma pessoa adulta, volume que se pode colher sem prejudicar o dador. Se, por alguma razão, o fluxo sanguíneo for insuficiente, pode ter de parar a colheita.

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Com que frequência posso dar sangue?

Os intervalos mínimos recomendados entre cada dádiva de sangue total são de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

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Além de sangue total, que outras dádivas posso fazer?

A maioria dos dadores doa sangue total. No entanto, é possível doar apenas determinados componentes sanguíneos, como glóbulos vermelhos ou plaquetas. Estas dádivas são feitas por aférese, um processo que permite separar o sangue nos seus componentes à medida que é colhido. O sangue é colhido através de um braço e passa por um equipamento automático, através de um sistema de tubos esterilizados, removendo o(s) componente(s) sanguíneo(s) predeterminados enquanto os restantes são devolvidos ao dador através do mesmo braço. Este processo demora um pouco mais do que a dádiva de sangue total. Os tempos de colheita na dádiva por aférese podem variar entre 30 minutos e uma hora e meia, dependendo do componente a colher.

Pode também ser doador de medula óssea. Para se inscrever deve preencher um inquérito. Depois, será feita uma colheita de sangue. Se for compatível com um doente que precise de um transplante de medula, será contactado para fazer mais exames e só depois será feita a colheita de medula óssea.

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Devo ter algum cuidado especial antes e após a dádiva?

Antes da dádiva, deve tomar sempre o pequeno-almoço e não fazer uma refeição abundante. No dia anterior ou no próprio dia deve reforçar a ingestão de líquidos. Já depois da dádiva deve permanecer durante alguns minutos em repouso, reforçar novamente a ingestão de líquidos e fazer uma refeição ligeira. Alguns serviços de colheita oferecem a refeição. No dia após a dádiva, evite grandes períodos de exposição solar e fazer exercício físico.

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Quais os benefícios para os dadores de sangue?

Basta ter efetuado mais de 30 dádivas ao longo da sua vida ou duas dádivas de sangue no último ano para que não pague taxas moderadoras em serviços de urgência hospitalar ou taxas moderadoras na realização de exames nos serviços de saúde públicos ou privados que tenham acordo com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O registo é feito no cartão nacional do dador de sangue.

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Tenho direito a um seguro?

Existe um seguro do dador de sangue para dadores e candidatos a dadores de sangue que cobre as complicações de saúde relacionadas com a dádiva de sangue, mesmo que não sejam da responsabilidade dos serviços de sangue. Este prevê, ainda, a cobertura dos acidentes ocorridos no local da colheita e no trajeto de ida e de regresso, em território nacional.

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Sou homossexual ou bissexual. Posso dar sangue?

A orientação sexual não é motivo impeditivo para ser dador de sangue. A seleção de pessoas dadoras de sangue é baseada em critérios científicos, epidemiologicamente sustentados, visando acautelar o risco e respeitando os princípios da proporcionalidade, precaução, confidencialidade, equidade e não-discriminação. Há um conjunto de variáveis que afetam o nível de risco por comportamento sexual: consumo de álcool e drogas previamente ou durante contacto sexual, número de parceiros/as (sequenciais ou concorrentes) ou as práticas sexuais desprotegidas (para doenças infeciosas), entre outras.

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Mudei de parceiro sexual. Posso dar sangue?

A mudança de parceiro sexual implica um período de suspensão de três meses. Todas as unidades de sangue colhidas são, conforme a lei obriga, submetidas ao rastreio de doenças infeciosas potencialmente transmissíveis pela transfusão de sangue: hepatite B, hepatite C, sífilis e vírus da imunodeficiência humana (VIH-sida). Durante a triagem clínica é feita uma avaliação pelo profissional de saúde, que analisa e decide sobre a elegibilidade do potencial dador de sangue, tendo em conta as circunstâncias concretas que são apresentadas pelo dador relativamente a comportamentos de risco.

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Tenho um piercing ou uma tatuagem. Posso dar sangue?

Sim. Pode dar sangue quatro meses depois da colocação de um piercing ou da realização de uma tatuagem.

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