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Candidíase: tratar e prevenir

12 abril 2016
candidíase

12 abril 2016

As infeções vaginais por fungos são frequentes. Podem ser muito desagradáveis e afetar a autoestima e a vida sexual da mulher. Para tratar o problema vá ao médico. As mezinhas caseiras podem agravar o problema.

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Comichão, ardor, vermelhidão e corrimento vaginal abundante, esbranquiçado, sem odor são sintomas típicos de candidíase vaginal. As estimativas indicam que cerca de três quartos das mulheres são afetadas por este problema, pelo menos, uma vez na vida. Há, contudo, quem sofra do mal de forma recorrente e persistente. O tratamento implica atacar a causa do problema e restabelecer o equilíbrio da flora vaginal.

Quando os fungos ganham terreno
A flora vaginal é composta por microrganismos, como bactérias (sobretudo lactobacilos) e fungos, entre os quais, a Candida albicans. Na quantidade certa, estes microrganismos equilibram-se: os fungos travam o desenvolvimento das bactérias e estas inibem o crescimento excessivo daqueles, mantendo o pH da vagina baixo (entre 4 e 4,5). Este ambiente ácido é sobretudo regulado pelos lactobacilos e garante proteção contra infeções locais.

Quando, por qualquer motivo, há um défice de lactobacilos, aumenta o pH e os fungos ganham terreno. Podem surgir, então, as queixas vaginais. Na maioria dos casos, a infeção deve-se a uma proliferação de Candida albicans. Daí a denominação candidíase.

Durante a idade fértil, é normal a mulher ter corrimento vaginal, cuja quantidade pode variar ao longo do ciclo menstrual. Uma maior abundância, acompanhada de alteração do aspeto (esbranquiçado) e outros sintomas, como comichão e ardor, em geral, são sinais de infeção.

Defesa, antibióticos e outras causas
Algumas mulheres são mais propensas a sofrer de candidíase do que outras. As reais causas da diferença são pouco conhecidas, mas já foram identificados alguns fatores. O risco aumenta quando o sistema imunitário está fragilizado, em doentes com sida, por exemplo, em fases de stresse, mas também em mulheres com diabetes, que usam contracetivos ou antibióticos e ainda durante a gravidez.

Nas diabéticas, o problema é mais frequente quando a doença não está controlada.

O uso de antibióticos, nomeadamente de largo espetro (indicados para combater vários tipos de bactérias), é outra causa frequente. Cerca de um terço das mulheres sofre uma infeção vaginal enquanto toma esta medicação. A razão é simples: os antibióticos destroem as bactérias, entre as quais os lactobacilos presentes na flora vaginal, podendo levar ao desenvolvimento dos fungos.

Candidíase na gravidez
O risco de candidíase aumenta durante a gravidez. Tal poderá dever-se a alterações hormonais que tornam a parede vaginal mais fina e vulnerável a infeções.

Durante a gravidez, a candidíase é geralmente mais incómoda e tende a repetir-se, porque a resposta do organismo aos tratamentos diminui. As pomadas antifúngicas (à base de clotrimazol, por exemplo) são seguras: devem ser aplicadas durante sete dias. Se necessário, repete-se o tratamento. Os comprimidos orais não são recomendados, devido ao risco de malformações congénitas para o feto.

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