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Tampões higiénicos são eficazes e seguros

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Os tampões higiénicos são práticos e eficazes, segundo o nosso teste. Mas convém escolher um produto com um nível de absorção adequado ao fluxo menstrual e substituí-lo a cada quatro horas.

  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Sílvia Menezes
  • Texto
  • Fátima Ramos
05 maio 2020 Exclusivo
  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Sílvia Menezes
  • Texto
  • Fátima Ramos
Tampões

iStock

Para praticar desporto, ir à praia e à piscina ou simplesmente para usar no dia-a-dia, muitas mulheres preferem os tampões aos pensos higiénicos, pela liberdade que proporcionam. Os primeiros são também melhor escolha para a proteção do ambiente, uma vez que produzem menos resíduos, em particular os que não têm aplicador. Mas, neste campo, o título de campeão invicto cabe aos copos menstruais, em silicone: por serem reutilizáveis durante 10 anos, em média, podem ser considerados como “resíduos-zero”, embora o consumo de água para a lavagem não seja de desprezar. Não fora o facto de desagradarem a muitas mulheres, seriam os companheiros ideais para “aqueles dias”.

Escolha o nível absorção adequado

Se o tampão for o eleito, aquando da escolha, convém ter em conta o nível de absorção. Este deve ser indicado na embalagem pelo número de gotas. De acordo com a recomendação da Associação de Produtores de Fibras e Produtos Absorventes, a escala varia entre uma e seis gotas, que representam níveis de absorção entre cerca de 6 e 21 gramas. Opte pela capacidade que mais bem se adapte ao fluxo menstrual.

Não caia na tentação de usar um mais absorvente, para trocar menos vezes: ao usar tampões de forma prolongada, pode arriscar-se a sofrer da chamada síndrome do choque tóxico, uma infeção bacteriana grave, que pode causar falência de vários órgãos. Ainda não se conhecem as reais causas da doença, mas o uso de um tampão durante muito tempo seguido está entre os fatores de risco. Por isso, convém substituí-lo a cada quatro a oito horas.

Tampões com aplicador mais caros

Testámos 17 produtos, com e sem aplicador. Além dos testes laboratoriais, em que medimos o grau de absorção, a libertação de fibras e a resistência do cordão em ambiente seco e húmido, pedimos a um painel de utilizadoras para avaliar a facilidade em aplicar e retirar o tampão, a suavidade dos materiais e o conforto. Todos são eficazes e fáceis de aplicar. O aspeto menos positivo foi a quantidade de fibras libertada por 10 tampões testados. Esta libertação não implica riscos diretos para a saúde, mas revela menor cuidado no fabrico.

No que se refere a preços, o aplicador encarece o produto 4 a 10 cêntimos por unidade. Se preferir um produto sem aplicador, a nossa Escolha Acertada  permite poupar 9 euros por ano face à média de preços das marcas analisadas; se costuma usar aplicador, a poupança ronda 18 euros por ano. Nas contas, considerámos a utilização média de 25 tampões por mês, durante 12 meses. Este número reflete um período menstrual de cinco dias, com a substituição do tampão a cada quatro horas, durante o dia, e a utilização de uma unidade à noite, seguindo à risca as recomendações para o uso seguro. Porque é melhor prevenir.

 

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