Notícias

Sabonetes antibacterianos são tão eficazes como os normais

26 setembro 2016
Sabonete antibacteriano

26 setembro 2016

Sabonetes antibacterianos, de uso diário, com triclosan estão proibidos nos Estados Unidos. Descubra porquê e continue a lavar as mãos com água e sabonete normal: ainda é a melhor arma para eliminar os germes. 


Início

Os sabonetes antibacterianos, para uso diário, com triclosan  são tão eficazes na eliminação dos germes como os sabonetes normais. Além disso, há dúvidas de que sejam seguros quando usados durante muito tempo: alguns estudos indicam que podem aumentar a resistência a antibióticos e são capazes de funcionar como desreguladores endócrinos. Significa que podem afetar a produção das hormonas de que o nosso corpo precisa. O triclosan é usado, por exemplo, nas pastas dentífricas, mas numa quantidade segura e que até pode prevenir doenças orais. Conheça outros produtos que contêm triclosan.

Também se sabe que o uso repetido de produtos antisséticos pode perturbar a flora bacteriana normal da nossa pele, abrindo caminho para os germes responsáveis por determinadas doenças.

Nos Estados Unidos, é proibida a venda de sabonetes antibacterianos com triclosan, triclocarban, entre outros 19 ingredientes, como fenol ou clorofluorcarboneto. A entidade responsável pela segurança alimentar e dos medicamentos naquele país (FDA) só manteve de fora da proibição os sabonetes antibacterianos para uso profissional. Na União Europeia, os sabonetes antibacterianos vão continuar a ser vendidos. 

Como escolher um bom sabonete

O ideal é que o sabonete tenha uma acidez próxima da pele, com um pH entre 5 e 6. Os fabricantes usam, por vezes, expressões como “pH neutro” para referir que é igual ao da pele, mas, na verdade, são ligeiramente ácidos, como convém. Veja no rótulo se o produto inclui ingredientes irritantes e alergénicos em excesso, tais como perfumes.

Os sabonetes líquidos lavam razoavelmente bem as mãos, porque são eficazes a remover maus odores. Secam menos a pele, já que alguns incluem substâncias hidratantes, como aloé vera, ácido láctico, óleo de amêndoa e proteínas de leite. Como o produto em si não está em contacto direto com o ar, sujidades e vários utilizadores, são mais práticos e higiénicos.

As soluções à base de álcool só devem ser usadas quando não há alternativa. Não eliminam a sujidade, secam a pele e podem torná-la sensível e irritada. Além disso, apenas desativam eventuais microrganismos por um curto período de tempo.

Veja ainda a forma correta de lavar as mãos e conheça outras dicas eficazes no guia Beleza e Cuidados Pessoais

 


Imprimir Enviar por e-mail