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Protetores solares: teste revela falhas

25 maio 2017
Protetores solares: teste revela falhas

25 maio 2017
Testámos 13 produtos e descobrimos que dois apresentam proteção inferior à anunciada. As Escolhas Acertadas custam menos 28 euros por 200 mililitros do que a marca mais cara.  
 

O nosso teste a 13 protetores com fator de proteção solar (FPS) 30 revela que o Clarins Crème Solaire Securité e o Piz Buin Moisturising Sun Lotion oferecem uma proteção inferior à anunciada. A diferença entre o que está escrito no rótulo e o que foi medido pode traduzir-se numa falsa sensação de segurança e, consequentemente, num maior risco de escaldão.

Ver teste a protetores solares

Segundo a recomendação europeia, os protetores devem também defender a pele das radiações ultravioleta do tipo A, que favorecem o envelhecimento. Os rótulos devem referir essa proteção, mas não são obrigados a indicar o respetivo índice, que, segundo aquela recomendação, deve ser um terço do FPS anunciado. Todos os produtos testados cumprem os mínimos.

Ao nível da composição, há ainda a destacar a presença de substâncias suspeitas de serem desreguladores endócrinos, como ethylhexyl methoxyinnamate, nalguns produtos. Estas substâncias não são proibidas, mas o princípio da precaução manda que sejam evitadas enquanto houver suspeitas de que podem afetar o sistema hormonal e reduzir a fertilidade.

A maioria dos produtos testados apresenta boa qualidade e todos mereceram nota positiva por parte dos utilizadores. Globalmente, o que menos agradou diferenciava-se dos restantes por não conter perfume. Os protetores com perfume e os que incluem fragrâncias alergénicas devem ser evitados por quem tem tendência para alergias.

Os protetores testados custam entre 3,59 e 41,07 euros por 200 mililitros. Com as nossas Escolhas Acertadas, é possível poupar 28 euros por 200 mililitros face ao mais caro.

A Direção-Geral da Saúde recomenda a utilização de produtos com FPS 30, no mínimo, como os testados. Objetivo: prevenir o desenvolvimento de queimaduras solares e o aparecimento de cancro cutâneo. As crianças devem usar um índice de proteção mais elevado, como o dos protetores do nosso teste anterior. O mesmo se recomenda a pessoas com pele mais sensível ao sol e as que têm história pessoal ou familiar de cancro cutâneo.

O recurso a protetor solar, mesmo que de boa qualidade e com FPS muito elevado, não garante a proteção completa da pele. Entre outras medidas, é fundamental evitar a exposição direta ao sol entre as 11 e as 17 horas, usar chapéu, óculos de sol e roupa adaptada.


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