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Cuidados com o calor

05 agosto 2016
cuidados com o calor

05 agosto 2016
Com a chegada do verão, é altura de se preparar para enfrentar o calor. Beber muita água, fazer refeições ligeiras e procurar lugares frescos são algumas das soluções.

Desidratação

A desidratação devido ao calor deve-se à perda de líquidos e de sal, através da transpiração. Transpirar é a forma mais rápida e eficiente de regular a temperatura do corpo. Se tal não acontecesse a temperatura subiria para níveis incompatíveis com a vida.

A desidratação leve pode causar sintomas como sede, dores de cabeça, cansaço, sonolência, tonturas. Na desidratação moderada, a boca e as mucosas ficam secas (menor produção de lágrimas), há diminuição da quantidade de urina, que obtém uma cor e odor mais intenso, menor elasticidade da pele e batimento cardíaco acelerado.

A desidratação grave é uma situação de emergência médica, em que os sintomas referidos anteriormente se acentuam: seca extrema, ausência de volume de urina, pele fria e húmida e respiração rápida e superficial. O estado mental é afetado, podendo manifestar-se alterações de consciência, desmaio e perturbações na capacidade de memória e concentração.

A desidratação pode surgir sem darmos conta principalmente nos grupos de risco. Bebés, crianças, grávidas, idosos e doentes crónicos são mais vulneráveis ao calor, sendo por isso necessário reforçar os cuidados.

No caso dos bebés, crianças e idosos, é fundamental que os familiares e cuidadores estejam atentos à necessidade de ingestão de líquidos e que os ofereçam frequentemente mesmo que não peçam. Devem assegurar um ambiente fresco e o uso de roupas frescas.

Durante a gravidez e o aleitamento, as necessidades de ingestão de líquidos aumentam. Grávidas e lactantes devem por isso aumentar a ingestão de líquidos em aproximadamente 300 ml e 700 ml respetivamente.

As pessoas idosas são particularmente vulneráveis, por terem uma menor perceção da sensação de sede, devido a problemas de visão, dificuldade de mobilidade, de deglutição, alterações cognitivas, uso de sedativos e até limitação autoimposta por problemas de incontinência.

O uso de alguns fármacos como diuréticos e laxantes pode levar mais facilmente à desidratação por haver maiores perdas de líquidos.