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Cremes anticelulite pouco eficazes

Testámos nove produtos anticelulite, em creme e gel, e concluímos que têm eficácia muito reduzida.

27 março 2018
anticelulite

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E se um creme prometesse reduzir os sinais de celulite em três semanas? E se garantisse “efeitos imediatos”? E se, por magia, quisesse fazer desaparecer “três centímetros em quatro semanas”? Tudo isto existe. Tudo isto é exagero. O nosso teste a nove produtos anticelulite, cada um em 30 mulheres, mostra que têm um efeito muito limitado a eliminar a chamada pele “casca de laranja”, não conseguindo, por exemplo, diminuir mais de três milímetros na circunferência da coxa.

A aparência da pele e os problemas de microcirculação associados à celulite melhoraram ligeiramente com a aplicação dos produtos testados. Nestes dois aspetos, a comparação entre os anticelulíticos e um creme hidratante normal (no caso, o Neutrogena Loção Corporal Hidratação Profunda) dá vantagem aos primeiros.

Contudo, e dado tratar-se de cosméticos, não se pode esperar que atuem sobre os mecanismos fisiológicos que levam ao desenvolvimento da celulite, até porque estes não são totalmente conhecidos - e, muito menos, que a façam desaparecer, sobretudo quando está em fases avançadas. Assim, por respeito às consumidoras, pede-se moderação nas promessas. A celulite não é considerada uma doença, mas incomoda muitas mulheres.

A melhor estratégia de combate à pele "casca de laranja" continua a ser uma alimentação cuidada, com pouco açúcar e gordura, perda gradual de peso, se necessário, e exercício físico regular. Se estiver disposta a pagar (entre 8 e 54 euros), pode incluir um creme anticelulite, mas mantenha as expetativas em níveis moderados. Outras técnicas, como massagens, lipoaspiração e endermologia podem atenuar o problema, mas não o eliminam.