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Cosméticos feitos em casa podem não ser mais seguros ou baratos

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Fazer cosméticos em casa é a nova tendência para quem quer consumir menos ou usar produtos sem “químicos”. Antes de transformar a cozinha em laboratório, leia os nossos conselhos.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
18 julho 2018
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
cosmeticos caseiros

iStock

Os adeptos dos produtos cosméticos feitos em casa apontam várias razões para fazerem esta escolha: pode ficar mais económico (o que nem sempre é verdade), diminui-se o consumismo e obtêm-se produtos mais “naturais” ou “sem químicos”. DIY (“Do It Yourself” ou “Faz Tu Mesmo”) é uma tendência de consumo em que se compram as matérias-primas e, como se de culinária se tratasse, seguem-se receitas ou conselhos de bloggers, livros e sites para fazer produtos, como cremes, batons ou sabonetes. Mas, quando se trata da pele, convém ter cuidados redobrados.

“Natural” não significa seguro

O interesse por estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis tem crescido, com cada vez mais pessoas a fazerem opções bio e ecológicas. A cosmética não é exceção.

Há a tentação de pensar que os produtos feitos em casa são mais seguros, pois sabe-se onde se compraram os ingredientes e como se fez o produto. No caso dos cosméticos, poderá não ser bem assim.

Se for um produto simples, à base de alimentos para usar no momento, como um esfoliante facial com açúcar e mel, os riscos são diminutos.

Uma produção semiprofissional comporta mais riscos e há critérios de segurança essenciais. Por isso, antes de pôr mãos à obra, informe-se e estude as bases do que quer criar. Verifique a credibilidade das fontes das receitas e procure testemunhos de resultados.

 

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