Alertas

Álcool gel InLab Medical com álcool insuficiente

Por ter uma percentagem de álcool inferior à declarada no rótulo, foi o único produto que não passou no nosso teste.

  • Dossiê técnico
  • Susana Santos e Susana Costa Nunes
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Filipa Nunes
09 junho 2020
  • Dossiê técnico
  • Susana Santos e Susana Costa Nunes
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Filipa Nunes
Pessoa a desinfetar as mãos com álcool gel

iStock

O InLab Medical - Gel higienizante/Sanitizing Gel declara no rótulo 70% de álcool na sua composição. Porém, no nosso teste a 19 produtos em laboratório, aquele gel revelou uma quantidade de etanol compreendida entre 62,7% e 69,3%  (tendo em conta a margem de erro do método do teste), ou seja, inferior à declarada. O produto não está, por isso, conforme com a lei.

Apesar de não haver consenso relativamente à percentagem de álcool mais eficaz na eliminação do SARS-COV-2, ao nível nacional, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda o uso de uma solução que contenha 70% de etanol ou 75% de isopropanol.

Já enviámos os resultados obtidos à ASAE e ao Infarmed para atuarem em conformidade e pedimos esclarecimentos quanto à classificação do produto denunciado. Podemos estar perante um problema de lote ou de formulação do produto. As autoridades devem agora fazer essa avaliação e, se necessário, recolher, pelo menos, este lote do mercado. 

Consulte os resultados do teste no nosso comparador de géis à base de álcool e veja quais os melhores produtos.

 

Please fill the source and the alt text 
 O InLab Medical - Gel higienizante/Sanitizing Gel declara no rótulo 70% de álcool, mas tem menos.
A pandemia da covid-19 alterou os hábitos de higiene de todos. O uso de géis ou líquidos à base de álcool tornou-se rotina no que à desinfeção das mãos diz respeito. São convenientes, fáceis de aplicar e irritam pouco a pele.

A popularidade desta solução antissética de base alcoólica (SABA) reforçou a necessidade de testarmos a percentagem de álcool (etanol) dos produtos à venda no mercado português. Testámos 19 produtos, sem preferência de tamanho ou de formato da embalagem, e apenas um não estava em conformidade. 

O objetivo destas soluções é reduzir a flora microbiana das mãos. Assim, devem ser regulados pela legislação nacional e europeia como biocidas, que se destinam à desinfeção da pele. No entanto, por vezes, as SABA estão enquadradas legalmente como cosméticos, ou seja, substâncias com a finalidade de limpar, perfumar, corrigir odores ou manter em bom estado. Não podem possuir indicações terapêuticas ou atividade biocida. Não está claro o enquadramento do InLab Medical: apesar de o mesmo declarar no rótulo ser um produto cosmético, a principal função coloca-o como biocida.

No nosso teste, concluímos que a distinção entre biocidas e produtos cosméticos deveria ser mais explícita, de forma a perceber o seu enquadramento legal. A rotulagem também apresenta algumas falhas, pelo que deve ser melhorada para fornecer ao consumidor a melhor informação na hora de escolher e usar o produto. 

Junte-se à maior organização de consumidores portuguesa

A independência da DECO PROTESTE é garantida pela sustentabilidade económica da sua atividade. Manter esta estrutura profissional a funcionar para levar até si um serviço de qualidade exige uma vasta equipa especializada.

Registe-se para conhecer todas as vantagens, sem compromisso. Subscreva a qualquer momento.

Junte-se a nós

 

O conteúdo deste artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais com o consentimento expresso da DECO PROTESTE, com indicação da fonte e ligação para esta página. Ver Termos e Condições.