Dicas

Queda de cabelo: como tratar

30 novembro 2022
Homem a ver-se ao espelho e a observar a queda de cabelo

Transplantes, enxertos ou extensões são métodos efetivos, mas caros e, por vezes, os resultados são pouco estéticos.

Calvície: tratamentos com efeitos demonstrados

Quando os cabelos começam a partir sem bilhete de regresso, como sucede no caso da alopecia androgénica, normalmente de origem genética, há três soluções possíveis, mas só o transplante permite o repovoamento do couro cabeludo.

O transplante capilar consiste em retirar pequenos pedaços do couro cabeludo ou folículos capilares individuais, em geral, da parte de trás da cabeça, implantando-os na zona calva. Trata-se de uma operação cirúrgica, sob anestesia local, pelo que deve ser da responsabilidade de um médico, de preferência, com conhecimentos em tricologia, área da dermatologia que se dedica ao tratamento de distúrbios capilares.

Existem, principalmente, duas técnicas de transplante, conhecidas pelas siglas FUE (do inglês follicular unit extraction) e FUT (do inglês follicular unit transplant). A opção por uma ou outra é feita caso a caso, sendo que ambas podem dar bons resultados. Em que diferem? A primeira exige que se rape o cabelo, o cabelo é extraído e, posteriormente, implantado apenas o folículo capilar (uma espécie de fábrica celular, que produz entre um e quatro fios de cabelo). A segunda dispensa o "pente zero", retira uma pequena faixa de pele, que, depois, é dissecada. O folículo é implantado juntamente com algum tecido envolvente. No caso da FUE, ficam, na zona dadora, tantas microcicatrizes circulares quantos os folículos extraídos. A FUT deixa uma cicatriz mais longa e linear.

Antes de avançar para um transplante de cabelo, o candidato deve ser avaliado por um médico. Entre outros aspetos, é importante que o profissional determine a origem da calvície e procure inteirar-se do estilo de vida e das expectativas do paciente. Há que ter a certeza de que não existe uma doença inflamatória no couro cabeludo, que impeça os implantes, e verificar a disponibilidade de uma zona dadora saudável, em geral, na parte de trás da cabeça, com folículos suficientes e de qualidade.

Minoxidil e finasterida, medicamentos para toda a vida

O uso de medicamentos, como a solução tópica de minoxidil e os comprimidos de finasterida, demonstrou alguma eficácia, mas os resultados são variáveis e limitados. Devem ser seguidos sem interrupção durante toda a vida, e ambos os produtos contam com efeitos secundários. Fale com o médico antes de usá-los, até porque a finasterida só é dispensada com receita.

O minoxidil é vendido em solução de 2% e 5% (não há diferença de efeito) e deve ser aplicado no couro cabeludo duas vezes por dia, durante alguns meses. É mais eficaz para tratar áreas pequenas (5 a 10 centímetros) e em perdas de cabelo recentes (menos de cinco anos). Os benefícios, quando existem, começam a ser visíveis ao fim de quatro a seis meses. A finasterida pode ter alguma eficácia na calvície dos homens, mas apresenta alguns riscos, como alterações da libido.

Peruca também é solução

As perucas são uma solução imediata, sem dor e sem riscos, mas a fixação pode não ser total. É possível que se desloque durante o sono, em caso de transpiração abundante, por exemplo. Se forem de cabelo natural, são bem mais caras, duram entre três e quatro anos e suportam penteados. As sintéticas são mais baratas, duram apenas seis a nove meses, podem dar comichão e calor e não permitem alterações, mas a cor mantém-se com o sol.