Dicas

Psoríase: faça as pazes com a pele

A psoríase pode causar baixa autoestima e não tem cura. Mas os tratamentos têm melhorado muito nos últimos anos, e existem hoje opções mais eficazes a aliviar os sintomas e a deixar a pele mais macia. Aos primeiros sinais, procure o médico.

  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
01 abril 2021
  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Inês Lourinho
Tronco de mulher, vestida com t-shirt de manga curta branca, de braços cruzados, mostrando a zona dos cotovelos com manchas vermelhas e descamação de psoríase

iStock

Manchas vermelhas de onde se soltam flocos de pele são marcas da psoríase. Marcas no corpo físico, dos pés à cabeça, mas também no corpo emocional. Decotes menos pronunciados, mangas compridas, calças, chapéus ou sapatos fechados tornam-se abrigos da pele, que se quer longe de olhares interrogativos. A doença não é contagiosa, mas quem dela sofre diz-se, muitas vezes, discriminado. Baixa autoestima, ansiedade, depressão e até pensamentos suicidas fazem parte de uma lista de consequências variável consoante o indivíduo. O tratamento da psoríase é, por isso, mais do que uma questão médica: é ainda cuidar da alma.

Não existe cura para esta doença inflamatória que afeta 1,5 a 3% da população europeia e, em Portugal, 150 mil a 200 mil indivíduos. O diagnóstico tardio ou incorreto, o tratamento desadequado, as dificuldades no acesso às terapêuticas e o estigma social levam a sofrimento desnecessário, diz a Organização Mundial da Saúde, que classificou a psoríase como uma doença não-contagiosa grave.

Ainda assim, o diagnóstico é até bastante simples: basta ao dermatologista examinar a pele, o couro cabeludo e as unhas. Por vezes, são colhidas amostras de pele, para observação ao microscópio, de modo a determinar o tipo de psoríase. Manter a doença sob controlo depende de agir perante os primeiros sinais, com uma ida ao médico e depois o respeito pelo tratamento. Que não cura, mas já traz grande alívio.

Novas terapêuticas, mais seletivas, rápidas, eficientes e seguras, permitem controlar 90 a 95% de cada caso de psoríase. Não é uma cura, pois existe uma componente genética impossível de controlar. Mas representa o fim (provisório), senão de todas, da maioria das lesões.

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