Dicas

Pírcingues e tatuagens: cuidados contra riscos

23 maio 2013

23 maio 2013

Reações alérgicas, cicatrizes e hemorragias são alguns riscos dos pírcingues e tatuagens. Alguns cuidados ajudam a minimizá-los.

Moda, necessidade de marcar um estilo, desejo de gravar algo importante ou o simples prazer de ornamentar o corpo levam cada vez mais consumidores de todas as idades a recorrer aos pírcingues e às tatuagens. Ambas as intervenções podem ter graves implicações na saúde, sobretudo em caso de más práticas.

Apesar dos riscos, a atividade não está regulamentada em Portugal. Apenas estão definidos os materiais a usar nos pírcingues: aço cirúrgico, ouro e titânio. O consumidor precisa de atenção reforçada.

Quem sofre de doenças de pele, como a psoríase, alergias a pigmentos da tinta, ao metal das agulhas ou ao níquel dos brincos não deve fazer nenhuma das intervenções. As tatuagens estão interditas a hemofílicos e epiléticos.

Os pírcingues não são recomendados em caso de dermatite, tendência para cicatrizes de relevo, herpes, verrugas e infeções na pele que possam alastrar a zona perfurada.

Pele em risco
Sem contraindicações não significa livre de perigo. Aplicar um brinco ou uma tatuagem pode resultar, por exemplo, em infeções cutâneas ou alergias. Mais preocupante é a possibilidade de contaminação por VIH/sida e hepatites (B e C), se o material não estiver bem esterilizado e o espaço ou o profissional não respeitarem rigorosas condições de higiene. Há ainda o risco de cicatrizes indesejáveis e hemorragias.

No caso dos pírcingues, se o profissional não tiver conhecimentos mínimos de anatomia, pode fazer um furo no local errado, atingir nervos relevantes e causar traumatismos graves.   Os brincos na boca podem interferir na alimentação. Dificuldades em mastigar, dentes partidos, alteração na produção de saliva, perda do paladar e inchaço na língua são algumas consequências possíveis. 

Antes de fazer um pírcingue ou uma tatuagem, tente obter informações sobre vários locais e visite-os. Certifique-se de que os profissionais usam materiais descartáveis, pergunte como fazem a esterilização (se lhe mostrarem o equipamento, é uma prova de possíveis boas práticas). Verifique se trabalham sempre com luvas.

Tatuagem bem tratada
O tempo de cicatrização depende da pessoa e do tamanho da tatuagem. Em geral, são necessárias duas semanas. Durante este período, deve:

  • manter o penso ou a película, no mínimo, durante 5 horas. Depois de retirar, deixe a zona a descoberto;
  • lavar duas ou três vezes por dia com um antissético ou com água e sabonete suave (por exemplo, de glicerina) e secar com papel absorvente, sem esfregar;
  • depois de seca, aplique um cicatrizante sobre a tatuagem (por exemplo, dexpantenol); 
  • não tocar, esfregar ou raspar a área. Se formar crosta, não a arranque. Se o fizer, além de interromper a cicatrização, corre o risco de danificar a tatuagem ou esta infetar;
  • evitar a exposição solar ou de solário, não tomar banho no mar ou na piscina, nem fazer sauna;
  • usar roupa leve e relativamente larga. Se tatuou as pernas, deixe de lado as meias.

Pírcingues limpos
As perfurações demoram entre 1 e 6 meses a cicatrizar, dependendo da zona onde são aplicados e do organismo. As mucosas, em geral, exigem mais tempo. Durante esse período:

  • limpe o pírcingue com soro fisiológico. Não utilize álcool ou água oxigenada. Lave as mãos com água e sabão antes desta operação;
  • não toque no brinco fora dos períodos de limpeza, para limitar o risco de inflamações;
  • evite relações sexuais enquanto cicatriza um pírcingue genital.
  • limite a maquilhagem, em caso de pírcingues faciais, na orelha, sobrancelha ou nariz;
  • não beba álcool, nem coma alimentos picantes, se aplicou um brinco na boca. Evite mascar pastilhas elásticas e limpe a área depois de comer, beber ou fumar.

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