Dicas

Lentes de contacto: cuidados a ter

Quem pode usar

Para usar lentes de contacto, deve ser disciplinado, cuidadoso e manter elevados padrões de higiene. Alergias, vermelhidão e inflamações são algumas consequências para quem não segue as regras.

O passo seguinte é consultar um especialista para identificar problemas que impeçam o uso. Indivíduos com astigmatismo irregular, historial de úlceras na córnea e infeções, no geral, estão excluídos. Também há quem seja intolerante às lentes e, nesse caso, não pode utilizá-las. Diabetes, problemas de tiroide e outras complicações, como a síndrome de Sjörgen - doença autoimune que destrói as glândulas produtoras de lágrimas e saliva -, assim como a gravidez, se provocar grande secura nos olhos, podem ser ainda motivos para reprovar o candidato.

Depois, há que escolher o tipo de lente consoante as características do indivíduo. Existem modelos rígidos permeáveis aos gases, já muito pouco utilizados, mas também hidrofílicos, que são flexíveis, confortáveis e de adaptação rápida, e de silicone-hidrogel, mais recentes, que combinam o melhor de dois mundos. Permitem uma boa passagem do oxigénio e, apesar de húmidos, contêm menos água, o que seca menos os olhos.

Quanto ao formato, existem lentes esféricas, asféricas, tóricas e multifocais, para compensar os vários problemas (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia etc.).

Existem ainda lentes descartáveis (diárias, semanais ou mensais), que devem ser removidas todas as noites, ou de uso prolongado, as quais podem ser mantidas até sete dias e seis noites seguidos. As lentes mensais, que depois de abertas duram 30 dias, são mais baratas. Mas, se o candidato for sensível a alergias e a inflamações, as diárias tornam-se a opção mais segura, pois minimizam os riscos com uma eventual manutenção deficiente. São ainda mais interessantes para utilizadores ocasionais.