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Cosméticos: veja mais do que o rótulo e as promessas

11 dezembro 2020
3 embalagens de cosméticos naturais

Desmontamos as várias alegações que se encontram em cosméticos. Por exemplo, "hipoalergénico" não significa isento de risco de alergia.

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Muitos cosméticos fazem alegações confusas para os consumidores, não provadas em termos científicos ou sem controlo legal. Esclarecemos o que as mais comuns querem realmente dizer.

  • Sem ingredientes de origem animal. Esta alegação significa que o cosmético não inclui ingredientes de origem animal. No entanto, alguns cosméticos contêm esses ingredientes, por exemplo, cremes com mel. Nesses casos, a produção do cosmético não pode ser encarada como prejudicial para os animais, desde que a extração do ingrediente seja feita corretamente.
  • Vegan. Significa isento de ingredientes de origem animal ou oriundo de animais (por exemplo, mel), mas não implica que todos os ingredientes sejam naturais. Na verdade, um produto vegano poderá incluir substâncias sintéticas.
  • Não testado em animais (cruelty-free). Esta alegação é proibida, pois desde março de 2013 que é proibido comercializar, na União Europeia, produtos cosméticos cujos ingredientes ou produto final tenham sido testados em animais. Já os logos são permitidos.

 

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"Cruelty-free" significa que o produto não foi testado em animais (prática, aliás, proibida na União Europeia para produtos cosméticos). Já os produtos "vegan" excluem ingredientes de origem animal, mas não os sintéticos, pelo que não são necessariamente naturais.

 

  • Sem parabenos. Podem não conter estas substâncias, mas incluir outros conservantes. Esta alegação é proibida desde 1 de julho de 2019, uma vez que alguns parabenos são seguros. 
  • Com extratos botânicos: nalguns casos, a quantidade é tão pequena que os ingredientes naturais aparecem por último na lista.
  • Dermatologicamente testado significa que o produto foi submetido a testes na pele. Como não existe um método de base reconhecido e obrigatório a todos os fabricantes e por desconhecermos com que parâmetros são feitos, acabam por não ter valor.
  • A alegação "hipoalergénico" apenas pode ser usada em produtos que minimizem o potencial de alergia, embora importe realçar que não existem produtos isentos de risco de alergia.  Os produtos ditos “hipoalergénicos” não podem, por exemplo, conter na sua composição uma das 26 fragrâncias alergénicas identificadas pela União Europeia. No entanto, qualquer substância presente na composição de um produto cosmético pode ser responsável por uma reação alérgica: emulsionantes, antioxidantes, excipientes, entre outros. O uso da alegação "hipoalergénico" não garante uma completa ausência de risco de uma reação alérgica, e o produto não deve dar a impressão de que o faz.

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