Dicas

Como tratar a transpiração excessiva

13 outubro 2020
Mulher a limpar o suor na testa  e a refrescar-se com um leque

Suar é um fenómeno natural, mas, em excesso, pode causar desconforto. Algumas medidas e tratamentos ajudam a controlar a transpiração.

Quando está calor, fazemos desporto, nos expomos ao sol ou andamos sob stresse, é normal e até desejável que transpiremos. Este fenómeno permite restabelecer o equilíbrio dos níveis de sais no organismo e regular a temperatura corporal.

Um bom duche, roupa lavada e um desodorizante são, geralmente, medidas suficientes para nos sentirmos frescos. Mas algumas pessoas suam mais do que outras, o que pode causar desconforto e até mesmo problemas sociais e emocionais.

Compreender a hiperidrose:  uma questão de glândulas

O suor não tem odor quando é segregado. Mas é rico em substâncias que as bactérias metabolizam. Em condições favoráveis, como a humidade, a temperatura e o pH da pele, este processo conduz ao cheiro característico.

A transpiração excessiva é, em termos médicos, designada por hiperidrose. Existem dois tipos, a primária e a secundária. A primeira é mais comum, estimando-se que afete 93% das pessoas que produzem suor em excesso. Surge de forma espontânea, geralmente, na infância ou na adolescência, e permanece ao longo da vida. Incide sobre áreas específicas do corpo: daí também se chamar “focal primária”, afetando vulgarmente as axilas, a testa, as palmas das mãos e as plantas dos pés. Mas pode atingir outros locais, como o rosto, o couro cabeludo, a região inguinal e a área inframamária.

A causa da hiperidrose primária não é bem conhecida. As glândulas sudoríparas écrinas – distribuídas por todo o corpo, mas fortemente concentradas nas palmas das mãos, nas plantas dos pés, nas axilas e na face – são estimuladas por fibras nervosas e pelo neurotransmissor denominado acetilcolina. Pensa-se, ainda sem certezas, que a estimulação inusitada das glândulas sudoríparas écrinas é a causa do aumento da transpiração, e não o número ou tamanho aumentado das glândulas. Pessoas com hiperidrose primária produzem quantidades de suor acima do normal e manifestam uma resposta aumentada a estímulos normais, como stresse emocional ou físico, o que indicia o envolvimento do sistema nervoso central neste processo. Outros estudos referem que também pode haver a relação inversa, ou seja, que a transpiração excessiva pode provocar alterações emocionais e psicológicas. Suspeita-se igualmente da implicação de alguns genes.

A hiperidrose secundária tende a ser generalizada, ou seja, não se limita a determinadas zonas do corpo. Surge na idade adulta e ocorre tanto durante os períodos de vigília, como durante o sono. Pode ser causada por uma condição médica subjacente − alcoolismo, ansiedade, diabetes, doença cardíaca, obesidade, doença de Parkinson, problemas oncológicos ou menopausa − ou pelo uso de medicamentos, como determinados antidepressivos e hipoglicémicos. 

Antitranspirante na primeira linha

Os antitranspirantes, em especial, os que possuem 20% de cloridrato de alumínio, são o tratamento de primeira linha para a hiperidrose primária. Estes produtos reduzem a quantidade de suor através da formação de pequenos “tampões” na parte superior das glândulas sudoríparas. Os cosméticos não são obrigados a indicar a quantidade de ingredientes na embalagem, pelo que pode não ser fácil identificar um antitranspirante adequado. Procure, por exemplo, numa farmácia ou numa parafarmácia.

O cloridrato de alumínio pode ser irritante. Caso a pele tolere o produto, comece por usar diariamente nas axilas, nos pés ou nas mãos, completamente secos, até que os sintomas melhorem. Faça-o, de preferência, à noite. Depois, vá aumentando os intervalos entre as aplicações e use quando necessário. Evite friccionar a área e utilizar produtos depilatórios nas 12 horas após a aplicação. Não tome banho imediatamente antes de usar.

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