Como testamos

Cremes para mãos: como testamos

27 setembro 2019
Mulher a colocar creme nas mãos

27 setembro 2019
Selecionámos 18 dos cremes mais vendidos, que anunciam especial poder hidratante para mãos secas. Analisámos eficácia, utilização, substâncias suspeitas e rotulagem.

Para avaliarmos a eficácia, que inclui o poder hidratante e a capacidade de reter a humidade na pele, conduzimos um teste em laboratório. Cada produto foi aplicado no antebraço duas vezes por dia, durante duas semanas, por 20 voluntárias entre os 25 e os 67 anos.

Com o auxílio de dois equipamentos (corneómetro e tewameter), medimos a hidratação e a taxa de perda de água através da pele (taxa de perda transepidérmica), antes de aplicar o creme e após duas semanas de aplicação. Calculámos, assim, as diferenças, o que nos permitiu aferir se os produtos cumpriam a sua dupla missão: hidratar e reter a humidade. Depois, comparámos os resultados com um produto standard, cuja capacidade de hidratação está bem estabelecida.

Também em laboratório, conduzimos um teste de uso, para avaliarmos as características cosméticas dos cremes. Pedimos a um grupo de 30 voluntárias que experimentasse os produtos e registasse as suas impressões num questionário. Com o objetivo de garantir uma avaliação isenta, as embalagens foram descaracterizadas, ou seja, a rotulagem foi tapada, de modo que as marcas não fossem reconhecidas nem pelas utilizadoras, nem pelos técnicos do laboratório. Facilidade em espalhar, consistência, absorção, odor, suavidade da pele, efeitos pegajoso ou gorduroso após cinco minutos, entre outros, foram alguns dos aspetos sobre os quais se pronunciaram. Para determinar o último critério desta lista, as utilizadoras foram convidadas a segurar num copo de vidro cinco minutos depois de passarem o creme.

Pesquisámos ainda substâncias potencialmente nocivas na rotulagem dos cremes, como desreguladores endócrinos, sobre os quais recai a suspeita de perturbarem o sistema hormonal, e ingredientes alergénicos, capazes de suscitar reações em indivíduos sensíveis.

Para completar o nosso estudo, averiguámos a rotulagem e as alegações dos produtos. Começámos por investigar se as embalagens incluíam os elementos obrigatórios por lei: por exemplo, o nome do fabricante e do importador e a lista de ingredientes. Detivemo-nos, em seguida, nas possíveis alegações exibidas, como “hipoalergénico” ou “dermatologicamente testado”, que recentemente, com a aprovação de legislação europeia, passaram a obedecer a regras para poderem ser usadas.

 

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