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Má prestação de serviços Tranquilidade

Caso encerrado Resolvida sem sucesso

Esta reclamação é pública

Reclamação

A. C.

Para: Tranquilidade

20/05/2022

Caros Senhores, Venho por este meio apresentar uma reclamação relativa aos serviços prestados pela Tranquilidade, nomeadamente, no que respeita ao gestor David Medina. No passado dia 03-03-2022, perto da meia noite, encontrava-me na faixa de rodagem, quase a parar num semáforo, quando, sem que nada o fizesse prever, um condutor de TVDE, que se encontrava na faixa de rodagem do meu lado traseiro esquerdo decidiu transpor a mesma, passando assim por cima de um duplo traço contínuo e embatendo no para lamas, para choques e jante traseiros do lado esquerdo do meu veículo. Como nunca tinha preenchido uma declaração amigável pedi ajuda ao outro interveniente, o qual preencheu propositadamente de forma errada esta declaração. No dia seguinte (04-03-2022), entrei em contacto com a Tranquilidade para perceber o que poderia fazer para preencher uma nova declaração, já que considerei que a que tinha sido inicialmente preenchida não estaria conforme com o que realmente tinha acontecido no local do acidente. Foi-me indicado que teria de enviar um email para a linha de sinistros a solicitar este pedido, o que fiz no próprio dia. Não obtive resposta a este meu pedido, mas como na segunda feira seguinte fui contactado por um perito de forma a agendar a peritagem do meu veículo, considerei que tinham atendido ao meu pedido e que me iria ser solicitada uma nova declaração num período posterior. A peritagem do meu veículo foi realizada a 18-03-2022,a este processo foi atribuído o nº de ocorrência 0015980982, o sinistro nº 0018161061 e o gestor David Medina. Qual não foi o meu espanto quando passados uns dias e, após vários contactos e reclamações da minha parte, recebi uma Definição de Responsabilidades de 50/50 visto as versões do sinistro apresentadas pelos envolvidos serem divergentes e a testemunha apresentada ser inconsistente, realço que no local do acidente só me encontrava eu, o condutor do veículo de TVDE e um passageiro desse mesmo veículo. Após o acidente, fui contactado por dois peritos para verificação do sucedido, sendo que um deles se deslocou ao local para averiguar como tinha ocorrido o sinistro. Já contestei várias vezes esta decisão por parte da Tranquilidade, mas sem sucesso, e pedi num destes meus contactos para falar diretamente com o gestor do processo, o qual me foi negado, pois segundo o que me foi indicado o gestor não faria atendimento pessoal. Na semana de 25-04-2022 recebi um Inquérito de Satisfação por parte da Tranquilidade o qual preenchi de forma negativa levando a que fosse contactado por alguém desse departamento. Após expor novamente a situação, finalmente, foi-me explicado que poderia preencher uma nova declaração amigável, tendo-me sido indicado que bastaria enviar esta declaração para a linha de sinistros e pedir que a mesma fosse considerada no meu processo. Inclusive indicaram-me que iria ser contactado para uma reanálise do processo, já que estaria a apresentar uma nova versão do sinistro. No dia 18-05-2022 voltei a contactar a linha de sinistros e, após explicar novamente o sucedido, foi-me dito que os passageiros de TVDE não podiam ser considerados como testemunhas, pedindo-me de seguida que aguardasse pois iriam entrar em contacto com o gestor David Medina. Quando regressaram ao contacto, fui informado que o gestor tinha dado indicação que, visto as versões apresentadas serem diferentes, não era possível perceber quem tinha razão sendo atribuída uma responsabilização de 50/50. Perante os factos apresentados supra, existem várias situações que me deixaram incrédulo e que me levam a contestar repetidamente a responsabilização atribuída de 50/50. Em primeiro lugar, o condutor do veículo de TVDE incorreu, nos termos do artigo 146º alínea o) do Código da Estrada, numa contraordenação muito grave ao transpor um traço contínuo, facto possível de ser verificado através das fotos enviadas por mim e do perito que se deslocou ao lugar do acidente. Advém ainda que, segundo o artigo 18º número 1 do Código da Estrada "O condutor de um veículo em marcha deve manter entre o seu veículo e o que o precede a distância suficiente para evitar acidentes(...)". Encontrando-me perto de um sinal e com o veículo de TVDE na minha traseira não consigo prever quando é que o mesmo irá decidir transpor de faixa, pisando traço contínuo, é algo que foge do meu controlo, consigo ter algum controlo do que sucede com um veículo que se encontra à minha frente mas não com um veículo que se encontra na minha traseira. Neste sentido, não consigo entender, verificadas duas infrações por parte do condutor do veículo de TVDE, como pode ser atribuída uma responsabilização de 50/50. Segundo o gestor do processo esta responsabilização advém do facto de as declarações serem consideradas divergentes e da testemunha ser inconclusiva. Segundo entendi, a testemunha apresentada, sendo o passageiro que se encontrava no TVDE (relembro, éramos somente três pessoas no local do acidente) não poderia ser considerada como testemunha, eu facultei uma nova declaração após perceber que o condutor do veículo de TVDE propositadamente preencheu mal a primeira declaração apresentada, forneci fotografias do local do acidente, expliquei diversas vezes o sucedido, mantendo sempre a mesma versão dos factos, a parte contrária e responsável pelo acidente não conseguiu fornecer elementos nem testemunhas que comprovassem a sua desculpabilização, contrariamente eu forneci diversas vezes provas de que não teria responsabilidade pelo acidente e mesmo assim consideram que existe culpa repartida pelo acidente. Espanta-me saber que, no futuro, em caso de acidente, basta-me preencher erradamente uma declaração e criar dúvida no gestor para poder ser desresponsabilizado pelo sucedido. Mais informo que não vou aceitar uma divisão de responsabilidades numa situação em que eu não fui o culpado mantendo-me disponível para explicar novamente o sucedido. Aguardo resposta com a maior brevidade possível. Cumprimentos

Solução pretendida

  • Dar o outro interveniente como culpado total do sinistro ocorrido